Cientistas descobrem e ressuscitam vírus de 7 mil anos

Cientistas descobrem e ressuscitam vírus de 7 mil anos

Um grupo de pesquisadores descobriu em seres humanos pré-históricos um vírus que até hoje causa problema na Terra. Entenda mais sobre o porquê de ressuscitá-lo.

Agora, a nova moda para a ciência contemporânea é procurar vírus e materiais genéticos em lugares pouco habituais. Essa semana, uma equipe internacional de pesquisadores encontrou o material genético da hepatite B em restos mortais de 12 seres humanos pré-históricos, de por volta de 7 mil anos de idade.Ao reconhecerem o material genético do vírus da hepatite B, resolveram isolá-lo e ressuscitá-lo.

Mas por que fazer isso? Os vírus são uma constante ameaça para a população mundial e uma dor de cabeça para os pesquisadores por um motivo: a mutação.É interessante pensar que um vírus de mais de 7 mil anos ainda pode ser um problema em 2018. Segundo a OMS, ele ainda mata perto de 880 mil pessoas por ano, contando as complicações geradas, segundo a OMS.

Por isso, os pesquisadores, entre eles Dieter Glebe, virologista alemão e Eske Willerslev, pesquisador da Universidade de Copenhagen, o pioneiro da extração e reconstituição de DNA, resolveram analisar o material genético e compará-lo para entender melhor como foi a evolução do vírus para chegar na forma em que ele se encontra hoje. "Olhando para o passado do vírus, nós podemos fazer previsões sobre o seu futuro", afirmou Glebe ao jornal New York Times.

Em outras oportunidades, Eske, o pioneiro nesse procedimento, já encontrou num Homo Sapiens de 5 mil anos um DNA correspondente à bactéria Yersinia pestis, a causadora da peste bubônica, que vitimou um terço da população européia no passado. "Nossos resultados revelam o grande potencial do DNA de esqueletos antigos para estudar a evolução de vírus transmitidos pelo sangue". Desde então, tornou-se um procedimento razoável o isolamento e a comparação com o material base das bactérias e vírus de hoje em dia.

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A possibilidade de analisar e reviver bactérias e vírus de milênios de anos atrás pode gerar em nós algum receio mas nas mãos dos cientistas é um recurso importante para entender a forma de ação dos causadores das doenças e sua perspectiva evolutiva.

De Freitas Agostinho
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