Estes "caçadores de pedófilos" ​​anônimos usam um método curioso para rastrear os criminosos

Estes "caçadores de pedófilos" ​​anônimos usam um método curioso para rastrear os criminosos

O fenômeno dos "caçadores de pedófilos" está ganhando força nas redes sociais. Uma tendência nascida nos Estados Unidos e no Reino Unido e que se espalha pelo mundo.

Um vídeo postado recentemente no Twitter por um adolescente de 16 anos foi visto mais de 750 mil vezes. Nele, vemos o jovem estudante do ensino médio filmando um homem na casa dos 40 anos com quem ele havia marcando um encontro fazendo passar-se por uma menina de 13 anos de idade.

"Olá, sou eu Julie, você tem dois segundos, eu só quero falar com você, você sabe que está errado o que você está fazendo?", disse o estudante do ensino médio neste vídeo, que foi deletado logo após foi publicado. Este fenômeno é chamado de "caçadores de pedófilo" e nasceu nos países anglo-saxões.

Uma tendência cada vez mais presente 

"Com meus amigos, nós nos divertimos por alguns meses caçando pedófilos no site de bate-papo Coco.fr", disse o jovem de 16 anos, ao jornal Le Parisien.  "Eu conversei com o homem em questão por dois ou três dias. Ele foi ingênuo e ofereceu-se para me ver depois de apenas trinta minutos. O objetivo era expô-lo.

"Embora ele não esperasse que o seu vídeo fosse tão bem sucedido nas redes sociais, ele denunciou o homem à polícia na plataforma Pharos, criada pelo Ministério do Interior francês. Em seu artigo, o Le Parisien também dá a palavra a um pai de 38 anos, que se chama Steven Moore, e que também persegue pedófilos desta maneira.

"Eu não sou uma ex-vítima, sou apenas um pai preocupado e um denunciante determinado."

Uma caça inútil de acordo com as autoridades

Essa prática de expor predadores sexuais nasceu nos Estados Unidos e na Inglaterra, antes de ser exportada para a França e para o mundo. Também é usada regularmente por ONGs para alertar as pessoas sobre os perigos do cibercrime. Mas o que chama a atenção é que os "caçadores" estão ficando cada vez mais jovens.

Questionado sobre o assunto pelo Le Parisien, o coronel Jean-Dominique Nollet, diretor do centro contra o crime digital, disse que esse tipo de ação é contraproducente.

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"Eu sinto que o primeiro objetivo não é reduzir o risco para as crianças, mas expor os pedófilos nas redes (...) Estas ações são contraproducentes e apresentam riscos. Eles correm um perigo físico porque podem cair nas mãos de equipes criminosas. O outro risco é interromper uma investigação em andamento e interferir na força policial que trabalha em um perfil.

De Freitas Agostinho
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