Amsterdã: as vitrines do bairro Vermelho serão proibidas em breve?

Amsterdã: as vitrines do bairro Vermelho serão proibidas em breve?

O prefeito de Amsterdã quer proibir as "vitrines" da famosa Praça Vermelha para melhorar as condições de trabalho das prostitutas.

A "atração" emblemática da cidade de Amsterdã será extinta? Esta é a luta da nova prefeita do partido verde da cidade. Eleita em 2018, Femke Halsema, a primeira mulher a chefiar a capital holandesa, pretende mudar a forma como as prostitutas trabalham. Seu objetivo: proteger os direitos das prostitutas que andam nas ruas para atrair clientes e, ao mesmo tempo, reduzir os incômodos para os moradores.

Uma organização incoerente

Embora a profissão tenha sido legalizada há mais de 20 anos em Amsterdã, Femke Halsema acredita que as mudanças na mentalidade de nosso tempo não são mais compatíveis com a forma como opera essa "atividade". Em particular, ela destaca a incoerência entre a condenação do tráfico de seres humanos e esta prática que consiste em "olhar para as mulheres numa sala minúscula atrás de um vidro, como animais numa jaula".

Uma publicidade ruim para turistas

Amsterdã é um dos destinos mais populares da Europa e o número de turistas aumenta quase todos os anos. Um aspecto positivo para a capital, mas que possui como contrapartida o aumento do número de clientes destas prostitutas. Uma clientela cada vez mais jovem, que banaliza, por exemplo, os selfies, publicando fotos nas suas redes sociais sem o consentimento dessas mulheres, o que acentua o aspecto humilhante para as trabalhadoras do sexo.

Algumas soluções em estudo

Várias opções estão sendo consideradas para alterar a forma de trabalho das prostitutas de Amsterdã. Por exemplo, a criação de prostíbulos comuns, semelhantes ao modelo alemão, fechados e auto geridos por elas mesmas. Dependendo do feedback, eles seriam submetidos à votação no Conselho Municipal a fim de encontrar a melhor solução.

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Não se trata de proibir a prostituição neste momento, maso desejo de melhor controlá-la é real. Do lado das prostitutas, este anúncio não passou despercebido e as reações foram divididas. Algumas temem pela sua segurança porque já não seriam capazes de julgar o cliente até que ele entre no local. Outras são a favor de não serem mais considerados como "animais em jaulas", mas como verdadeiras trabalhadoras, com condições de trabalho mais decentes.

De Freitas Agostinho
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