Arqueólogos encontram os vestígios de um "enterro de vampiro" na Itália

Arqueólogos encontram os vestígios de um "enterro de vampiro" na Itália

Arqueólogos fizeram uma descoberta bastante estranha em um local de escavação italiano. Em um cemitério infantil datado do século V, os cientistas descobriram os ossos de uma criança de cerca de dez anos de idade e... em cuja boca continha uma pedra pesada. Um "enterro de vampiro" que levanta muitas questões.

Poucos dias antes da tradicional festa de Halloween, nada como uma história assustadora para entrar no clima! E o que é melhor, como bônus, do que uma história verdadeira?! É isso que os arqueólogos estão nos oferecendo com a estranha e assustadora descoberta que fizeram na cidade de Lugnano, na Itália...

Tudo começou em 1988. Trinta anos atrás, os cientistas descobriram os primeiros vestígios de um lugar sinistro fundado século V e depois chamado de "La Necropoli dei Bambini". Literalmente "Cemitério das Crianças", uma necrópole construída a poucos passos de uma vila romana abandonada, construída no século I d.C.

Um mal implacável

Ao analisar os ossos encontrados aqui, os arqueólogos detectaram evidências de DNA contendo Plasmodium falciparum, um protozoário parasita transmitido por um mosquito e responsável por uma terrível doença: a malária.

É, portanto, uma verdadeira hecatombe que parece ter atingido a antiga localidade romana onde fica atualmente Lugnano, dizimando especialmente os mais jovens. Até agora, a criança mais velha a ter sido enterrada na "La Necropoli dei Bambini" parecia ser um bebê de três anos de idade. O presumido mais velho dessa sombria necrópole infantil parece ter sido destronado.

De fato, são os ossos de uma criança de cerca de dez anos que os arqueólogos acabam de desenterrar em Lugnano. Uma descoberta que causa frio na espinha em muitos aspectos. O primeiro sinal perturbador: os restos - cujo sexo não pode ser determinado - apresentam um dos sintomas da malária. Neste caso, um abscesso dentário.

Mas, além da confirmação do mal implacável que atingiu a cidade, é, acima de tudo, um detalhe relacionado ao esqueleto que faz congelar o sangue, digno dos mais eficazes roteiros de suspense...

Um caso único

"Eu nunca vi nada parecido, é extremamente perturbador e estranho", disse um comunicado o arqueólogo David Sorel, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. E por um bom motivo, uma pedra pesada estava deliberadamente presa na boca do esqueleto encontrado. Voluntariamente colocada, como evidenciado pelas marcas de dentes encontrados na rocha.

"Na região, eles o chamam de " Vampiro de Lugnano", revelou David Sorel. Esta prática estranha e cruel parece ter sido usada para evitar que o cadáver voltasse à vida, um ritual conhecido como "funeral de vampiro", e já observado, em várias ocasiões, na Polônia, bem como em outros lugares na Itália. Este ritual visava impedir que os mortos ressuscitassem e deixassem suas sepulturas.

Nesse caso, aqueles que enterraram a criança provavelmente queriam impedi-la de voltar dos mortos para transmitir sua doença. Mas esta nova descoberta é surpreendente, como David Sorel aponta. "Dada a idade desta criança, e a posição singular em que ele foi colocada, com uma pedra presa na boca, representa, por enquanto, uma anomalia dentro de um cemitério já anormal", afirmou ele.

Outras escavações já estão previstas

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Seguindo apenas a coragem deles - e sem dúvida animados pelo suspense de tirr o fôlego desse verdadeiro "thriller arqueológico" -, especialistas já planejaram voltar ao local no ano que vem, esperando fazer descobertas ainda mais incríveis. Descobertas preciosas para entender as origens desses ritos obscuros.

"Toda vez que podemos observar um enterro, é importante porque nos permite vislumbrar os hábitos dos mais velhos", diz o bioarqueólogo Jordan Wilson, também afiliado à Universidade do Arizona. "Temos um ditado em bioarqueologia: 'Os mortos não se enterram.' Podemos aprender muito sobre as crenças e esperanças das pessoas e como elas lidaram com suas mortes", conclui o especialista. O que dá material a esses "escritores"; que trabalham há trinta anos para forjar a sinopse de tirar o fôlego desta incrível série arqueológica...

De Freitas Agostinho
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