Transfusão de sangue: definição, protocolo, riscos, como é feito
Transfusão de sangue: definição, protocolo, riscos, como é feito

Transfusão de sangue: definição, protocolo, riscos, como é feito

Uma transfusão de sangue corresponde à ação médica de injetar, por veia intravenosa, uma certa quantidade de sangue ou derivados sanguíneos quando as reservas de um paciente estão perigosamente baixas.

O que é uma transfusão de sangue?

No Brasil, a transfusão de sangue é baseada no princípio da solidariedade entre os indivíduos, ou seja, são pessoas saudáveis que doam seu sangue para ser injetado em uma pessoa doente.

O ato de transfusão resultante é definido como a transferência intravenosa de um ou mais produtos sanguíneos para o corpo de um paciente cujo suprimento de sangue é inadequado devido, por exemplo, hemorragia maciça ou patologia sanguínea como a leucemia.

Existem muitos produtos sanguíneos que podem ser injetados: plasma, glóbulos vermelhos (concentrado globular), plaquetas, fatores de coagulação, imunoglobulinas, albumina e soro.

Como é feita uma transfusão de sangue?

O ato de transfusão é estritamente regulado pela legislação e incorre na responsabilidade criminal do médico prescritor. Está, portanto, sujeito a um protocolo muito rigoroso que detalha todos os passos que levam, em última instância, à injeção intravenosa:

- preparação do equipamento: dispositivo de controle final ABO, transfusor, produtos de transfusão, luvas, solução de desinfecção, monitor de pressão arterial, termômetro...

- preparação do paciente: informação e obtenção de consentimento informado, explicação do progresso da transfusão, escolha da via venosa...

- transfusão: a bolsa de sangue é colocada por uma única via após uma verificação final das constantes do paciente. As regras da assepsia serão, obviamente, perfeitamente respeitadas. O produto da transfusão deve ser passado lentamente (5 mL / min) para reduzir o risco de edema pulmonar ou riscos cardíacos;

- a saída do paciente: como regra geral, o paciente fica sujeito a vigilância médica aumentada por pelo menos vinte e quatro horas para reagir rapidamente em caso de complicações. Após a liberação, ele receberá um documento contendo todas as informações relacionadas ao ato de transfusão sofrido.

Transfusão de sangue: quais são os riscos e contraindicações?

O ato de transfusão não é sem riscos. O mais importante deles é a incompatibilidade dos grupos sanguíneos ABO. Para evitar esse risco imunológico potencialmente fatal, os testes são realizados antes da instalação da bolsa de sangue. Esse é o controle pré-transfusional.

Em alguns casos, uma transfusão chamada "autólogo" é preferível para eliminar completamente esse tipo de risco. É, de fato, tomar uma certa quantidade de sangue do paciente que será transfundido depois. O risco infeccioso, por sua vez, é largamente controlado pelos inúmeros controles realizados nas doações de sangue em busca de possíveis doenças sexualmente transmissíveis ou outras patologias.

Escrito por Danielle Pereira
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