Pesquisadores afirmam que encontraram a solução definitiva para a rinite

Pesquisadores afirmam que encontraram a solução definitiva para a rinite

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Jundiaí desenvolveram um tratamento que promete revolucionar o tratamento da rinite alérgica. Entenda. 

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí confirmou, após 10 anos de estudo, a criação de um tratamento contra rinite alérgica.

De acordo com a pesquisa, em cerca de 80% dos pacientes testados os sintomas desapareceram. "O paciente não deixa de ser alérgico, mas as melhorias clínicas é que são importantes porque o indivíduo que não tem sintomas é como se ele estivesse curado", explicou o pesquisador Edmir Américo Lourenço, que é doutor e mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor da titular da disciplina de otorrinolaringologia da faculdade em entrevista ao portal G1.

 

O tratamento 

O tratamento é realizado utilizando vacinas. "Existe um estigma genético para o alérgico, que isso não se desfaz com o tratamento de vacina. As vacinas estimulam a formação de defesas próprias, de anticorpos específicos contra as causas de alergia de que ela é portadora", observou Lourenço em entrevista ao G1.O primeiro passo da pesquisa envolve testes na pele para saber quais são as causas da alergia.

De acordo com o resultado, é feita uma vacina individual e específica em laboratório especializado para cada paciente. Este tratamento já está disponível, mas somente em clínicas particulares. O custo é de um pouco mais de R$ 1,5 mil. "O paciente procura o médico e passa por testes. Depois, de acordo com os resultados, o especialista faz a solicitação para a produção individual da vacina em laboratório. Em meu tratamento, são 30 doses aplicadas durante 1 ano e 2 meses", explicou Lourenço em entrevista ao G1.

"O indivíduo alérgico pode ter uma melhora clínica no seu dia a dia, melhora da qualidade de vida, melhora da qualidade do sono, da capacidade de trabalho, do seu humor. Mas ele não deixa de ser alérgico. Ele não pode ser exposto a situações extremas. Ele tem uma defesa própria, mas que pode ser insuficiente em determinadas condições. Para o dia a dia dele, ele ter uma qualidade de vida muito melhor", destaca Edmir.

Para surtir o efeito esperado, no entanto, a vacina deve ser individualizada, elaborada a partir de testes indicativos dos componentes aos quais a pessoa é sensível. Os mais comuns são ácaros, fungos, penas, poeira, pólen ou pelos de animais.

 

O estudo 

O pesquisador, que possui mais de 80 estudos publicados, dedicou a vida profissional ao tratamento das doenças respiratórias quando decidiu analisar o prontuário de centenas de pacientes. O procedimento mostra bons resultados quando o tratamento é feito até o fim.Participaram da pesquisa 281 pacientes com mais de três anos de idade.

O estudo foi publicado no mês de março de 2016 na revista brasileira editada em língua inglesa "International Archives of Otorhinolaryngology", que destaca trabalhos científicos de otorrino no Brasil e no exterior.

 

Riscos associados à rinite

Quem tem sabe o suplício de viver com o nariz entupido e o desespero quando o remédio acaba. No entanto, os sintomas da rinite vão muito além da obstrução nasal. Coceiras constantes, crises de espirros e coriza atrapalham o sono e a produtividade no trabalho.No entanto, os riscos são ainda maiores. Rinite e asma, por exemplo, são doenças alérgicas intimamente relacionadas.

Segundo a Asbai, 80% das pessoas que têm asma têm também rinite. Em números, a conta fica ainda mais impressionante. No Brasil, 2 mil pessoas morrem por ano vítimas da asma, 3 pessoas por dia. O problema afeta 67% dos latino-americanos. Em todo o mundo, cerca de US$ 20 bilhões são gastos com rinites alérgicas por ano.

 

Associação

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), o tratamento em questão é chamado de imunoterapia, já utilizado há muitos anos e, segundo a ASBAI, não pode ser realizado isoladamente, pois ele está inserido em um Protocolo de Procedimentos, considerado fundamental para o sucesso do tratamento.Doenças alérgicas como asma e rinite, afetam de 15% a 25% da população, são causadas por inalantes como poeira, ácaros, fungos, pelos de animais e poluição aérea.

O uso de imunoterapia controla as doenças como asma e rinite, reduzindo em mais 70% os sintomas e melhorando a qualidade de vida.O tratamento de imunoterapia é indicado quando o paciente tem testes alérgicos positivos e não consegue controlar suas alergias por outros meios. Ela deve ser feita juntamente com outros procedimentos, como controle ambiental (para evitar os agentes causadores da alergia), medicação profilática ou preventiva (para evitar crises) e medicamentos de crise (para controlar sintomas).Segundo informa a ASBAI, o especialista deve ser habilitado para essa prática, caso contrário há riscos de reações alérgicas graves, inclusive óbito.

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Todo qualquer tratamento de imunoterapia deve ser individualizado e manipulado, conforme sua história clínica e seus testes de alergia, alerta a associação.

Converse com o alergista do seu plano de saúde sobre a possibilidade de fazer a imunoterapia com a nova vacina contra rinite. Lembre-se de que todo o processo deverá ser acompanhado por um especialista.

Raposo Gabriela
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