Osteoporose: causas, sintomas e tratamento. A osteoporose tem cura?
Osteoporose: causas, sintomas e tratamento. A osteoporose tem cura?

Osteoporose: causas, sintomas e tratamento. A osteoporose tem cura?

A osteoporose é uma doença óssea que leva a uma fragilização dos ossos. Em longo prazo, ela aumenta o risco de fraturas e pode ter sérias consequências na vida o paciente. Mas o que provoca a osteoporose e como tratá-la? Confira neste artigo.

O que é a osteoporose?

A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda de resistência dos ossos, uma diminuição da densidade mineral óssea associada à deterioração da microarquitetura do esqueleto. Os ossos ficam mais frágeis, o que aumenta consideravelmente o risco de fraturas em caso de choques, mesmo que sejam leves.

A osteoporose é uma doença comum nas mulheres, especialmente após a menopausa. Segundo estimativas, ela atinge 25% das mulheres com mais de 65 anos e 50% das mulheres acima de 80 anos. No entanto, a osteoporose também pode acometer mulheres mais jovens. Assim, a doença atinge entre 2,5 e 3,5 milhões de mulheres na França.

Causas: por que surge a osteoporose?

Para conhecer a origem da osteoporose é preciso saber que o osso é um tecido vivo que se reconstrói continuamente a fim de conservar sua solidez. Esta renovação é fruto do trabalho de dois tipos de células: as células que destroem o osso antigo, os osteoclastos, e as que fabricam o novo, os osteoblastos. Em uma pessoa saudável, essas atividades de destruição e reconstrução se equilibram com a ajuda de diversos fatores.

Entre eles figuram a vitamina D e os hormônios sexuais. A deficiência de vitamina D ou um desequilíbrio na produção de hormônios podem perturbar esse equilíbrio. A destruição conduz, portanto, à reconstrução. Em algumas pessoas, esse fenômeno pode não ser problemático, enquanto que em outras pode levar à osteoporose.

Alguns fatores podem favorecer a osteoporose, como por exemplo um tratamento agressivo com uso corticoides. Na mulher, a doença também pode ser favorecida por uma menopausa precoce (antes dos 40 anos), magreza excessiva (índice de massa corporal inferior a 19), assim como um histórico familiar de fratura do colo do fêmur sem traumatismo grave em um dos pais. Por fim, certos fatores acumulados ou associados a outros também favorecem a osteoporose, como o sedentarismo prolongado, carência de vitamina D, de cálcio, tabagismo e alcoolismo.

Sintomas: como se manifesta a osteoporose?

A osteoporose não provoca dor. Trata-se de uma doença silenciosa e, por isso, seu rastreamento deve ser precoce, antes da primeira fratura. Os primeiros sinais são, na maioria das vezes, uma fratura do punho ou das vértebras. As fraturas são dolorosas, exceto no caso das vértebras, em que não há dor e que decorre de uma compressão das vértebras.

A doença pode ser detectada quando fraturas acontecem espontaneamente ou após pequenos traumatismos. Se fatores de risco estão presentes, o médico pode prescrever um exame chamado densitometria óssea. Ele tem o objetivo de medir a densidade mineral óssea e é feito graças ao raio X.

Duas partes do corpo, o colo do fêmur e a coluna vertebral, são expostas aos raios. Quanto mais densos são os ossos, mais eles os absorvem. Os resultados obtidos são então comparados a resultados de referência para a mesma idade e sexo, o que permite confirmar ou não a osteoporose.

Tratamento: como tratar a osteoporose?

O tratamento da osteoporose começa pela adoção de certos hábitos de vida, ou seja, uma alimentação variada e rica em cálcio. Também é importante lutar contra o sedentarismo, praticando exercícios, e tomar sol regularmente, pois a vitamina D produzida pelos raios solares protege o esqueleto. O abandono do cigarro também é recomendado.

Também existem diversos medicamentos que permitem frear a degeneração dos ossos, reduzindo de maneira significativa os riscos de fratura. Os principais são:

- bisfosfonatos, que retardam a perda de massa óssea

- o raloxifeno, que reproduz os efeitos benéficos dos estrogênios sobre os ossos

- o ranelato de estrôncio, que reduz a destruição óssea e favorece sua construção

O flúor pode ser usado para estimular a renovação do tecido ósseo. Ele deve, no entanto, ser acompanhado de um aporte suficiente de cálcio para não provocar fraturas nos membros inferiores.

A injeção de calcitonina permite diminuir a dor em caso de fratura da coluna vertebral, assim como parar o processo de perda óssea. Anabolizantes também podem ser usados em injeções. Eles reforçam temporariamente os músculos e influenciam moderadamente a quantidade de tecido ósseo.

Entretanto, na mulher, eles podem provocar efeitos secundários inconvenientes, que consistem no aparecimento de características masculinas como pelos no queixo e no buço e voz mais grave. Qualquer que seja o tratamento adotado, ele deve ser respeitado mesmo quando o paciente não tem fratura. Se for interrompido, o efeito benéfico não será mantido por muito tempo.

Por causa das fraturas, a osteoporose pode levar a uma perda considerável de autonomia do paciente. Assim, é importante manter hábitos saudáveis e respeitar o tratamento.

Escrito por Helena Barros
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