Escoliose: tratamento, cirurgia, sintomas e causas. Como tratar?
Escoliose: tratamento, cirurgia, sintomas e causas. Como tratar?

Escoliose: tratamento, cirurgia, sintomas e causas. Como tratar?

Escrito por Helena Barros
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A escoliose é uma deformidade da coluna vertebral. Ela é benigna na maioria das vezes, mas pode causar sérias complicações quando se agrava. Por isso, é importante tratá-la o mais cedo possível. Saiba como reconhecer e cuidar da escoliose.

Definição: o que é escoliose?

A escoliose é uma deformidade permanente da coluna vertebral ligada a uma rotação das vértebras umas sobre as outras e nos três planos espaciais (para o alto e para baixo, direita e esquerda, para frente e para trás). A maior ocorrência da condição é durante a adolescência, seguida da infância, mas pode acontecer na idade adulta também.

O desvio da coluna às vezes é fruto de uma doença ou má formação, mas frequentemente as causas permanecem desconhecidas. Chamamos de escoliose idiopática quando nenhuma origem é encontrada e de escoliose secundária quando é proveniente de uma doença muscular ou óssea.

Além de uma torção da coluna vertebral, a escoliose gera impactos no tórax, no abdômen e nas áreas próximas da coluna.

Causas: o que provoca a escoliose?

A escoliose idiopática representa 70% a 80% dos casos e se desenvolve progressivamente ao longo do crescimento, evoluindo lentamente antes da puberdade e se acelerando durante essa fase graças ao surto de crescimento do período. Ela é o tipo mais comum na faixa etária de 8 a 15 anos e acomete mais as meninas (8 vezes mais do que os meninos).

Já a escoliose secundária pode ser causada por uma doença neuromuscular ou óssea ou por uma má-formação congênita. Por fim, a escoliose degenerativa é aquela descoberta tardiamente. Ela é causada pelo desgaste, ligado à idade, dos discos intervertebrais e das vértebras. A escoliose degenerativa vem se tornando mais frequente à medida que a expectativa de vida aumenta.

Sintomas: como detectar uma escoliose?

A escoliose não provoca uma dor específica e por esse motivo pode não ser detectada precocemente. Em adultos, ela pode, no entanto, provocar dores nas costas. Nos casos de escoliose, é possível perceber uma má postura e, principalmente, uma protuberância (gibosidade) de um lado das costas quando a pessoa se inclina para frente.

É exatamente essa protuberância que o médico procura em um exame para confirmar o diagnóstico. Para isso, ele pede ao paciente para ficar em diferentes posições que irão revelar ou não uma deformidade. Se a escoliose é detectada, outros exames, principalmente radiografias, são realizados para buscar mais informações.

Não se deve confundir a escoliose com o que os médicos chamam de atitudes escolióticas. As últimas se caracterizam por um desvio redutível e são geralmente provocadas por má postura.

Tratamento: como corrigir a escoliose?

O tratamento da escoliose é de longo prazo, podendo se estender por anos. Se o desvio da coluna é pequeno, a escoliose não necessita de tratamento além do acompanhamento médico, especialmente no início da adolescência.

Quando a escoliose atinge de 15 a 20 graus de deformação, o tratamento deve incluir o uso de um colete. Este permite evitar o agravamento da escoliose e corrigir a curvatura. O colete deve ser usado sem interrupção pela criança (exceto no banho), e só deve ser abandonado quando a estrutura óssea está madura e sua forma definida. O objetivo é que a curvatura seja a menor possível ao final do crescimento.

Nos adultos, o uso do colete permite diminuir eventuais dores e conter a evolução do quadro estabelecendo um equilíbrio na coluna vertebral. Essa medida é geralmente acompanhada de sessões de fisioterapia que ajudam a cuidar da mobilidade da coluna e reforçar os músculos afetados.

Nos casos mais graves, ou nos quais apesar do uso do colete a deformidade ultrapasse 35 graus, um tratamento cirúrgico é necessário. As operações podem ser feitas tanto nas crianças quanto nos adultos, mas são de grande porte. Elas consistem em corrigir as deformidades usando hastes de metal implantadas nas vértebras.

Quando possível, a causa direta da escoliose pode ser tratada (uma má formação de vértebra, uma deformidade, um forame magno muito estreito etc).


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