Ebola: o que é, sintomas. O ebola tem cura?
Ebola: o que é, sintomas. O ebola tem cura?

Ebola: o que é, sintomas. O ebola tem cura?

Enquanto o vírus Ebola continua a assolar a África Ocidental, há uma crescente preocupação quanto ao aparecimento da doença em outros países. Sintomas, tratamento, transmissão e evolução. Falaremos aqui sobre o que sabemos sobre o vírus que fez mais de 4.400 mortos.

O vírus Ebola é classificado entre os agentes infecciosos mais contagiosos e o mais mortais do mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sintomas da infecção por Ebola

Os primeiros sintomas aparecem entre 2 e 21 dias após a contaminação. Observa-se:

- Aumento súbito da temperatura corporal (febre) 

- Dores musculares- Dores de cabeça

- Tosse, dor de garganta

- Dores abdominais

- Diarreias e vômitos

Algumas erupções cutâneas também podem aparecer, assim como uma insuficiência renal e hepática. Hemorragias internas e externas também ocorrem, comprometendo ainda mais o estado do paciente. Os casos mais graves devem ser rapidamente tratados. Em 50% a 90% dos casos, os sintomas levam a um choque cardiorrespiratório, causando a morte. O falecimento geralmente ocorre entre 6 e 16 dias após o início dos sintomas.

Meios de transmissão

Da família dos filovírus, o vírus é transmitido através do contato direto com os fluidos corporais:

- sangue

- esperma

- saliva

- vômito

- fezes

Para evitar qualquer risco de transmissão, é necessário proteger as vias respiratórias e as mãos. Portanto, caso haja algum contato com doentes, é necessário o uso de luvas e máscara.

Tratamento contra a infecção pelo Ebola

Atualmente, não há nenhuma vacina ou tratamento aprovado pelas autoridades sanitárias contra o vírus Ebola. Mas, frente à crescente epidemia, foram utilizados tratamentos experimentais. Eles incluem, principalmente, o ZMapp fabricado pela empresa de biotecnologia Mapp Biofarmacêutica.

Até agora, este coquetel de anticorpos só tinha sido testado em primatas, mas mesmo assim está sendo administrado em pessoas contaminadas pelo Ebola. Dos cinco profissionais da saúde tratados com ZMapp, dois não sobreviveram. Os médicos também usaram um outro tratamento experimental composto por um antiviral que tem mostrado resultados promissores, mas nunca tinha sido testado em seres humanos infectados pelo Ebola.

Outras opções de tratamento também são mencionadas, mas todos estão em um estágio muito precoce. Sem um tratamento certo, os cuidados com um paciente infectado buscam impedir o agravamento da doença.

Onde está a epidemia?

A epidemia atual é a mais grave já registrada desde a identificação do vírus.

- Na África Ocidental:

Segundo o último relatório da OMS, o vírus Ebola teria feito 16.169 vítimas desde Dezembro de 2013, das quais 6928 morreram. Os três principais países afetados são a Libéria, Serra Leoa e Guiné. Só a Libéria já contabiliza 4.181 mortes em 7.244 casos. Trabalhando em campo, os profissionais de saúde enfrentam muitas dificuldades que os impedem de conter a doença de maneira eficaz.

Comparado ao balanço anterior apresentado pela OMS, os novos números refletem um salto preocupante na quantidade de mortos. No entanto, essa diferença se deu por uma falta de atualização dos dados anteriores. Levando em conta esta avaliação, a epidemia poderia atingir, nos próximos meses, 20.000 pessoas. Atualmente sete a cada dez pessoas infectadas morrem com a doença.

-Na Europa

A Espanha foi o primeiro país a receber os voluntários da África Ocidental que ajudaram a combater a epidemia. Dois homens, com 75 e 69 anos, morreram, o primeiro no fim de agosto e o segundo no final de setembro. Infelizmente, uma enfermeira da equipe que cuidava dos doentes foi contaminada. Foi o primeiro caso de contaminação fora da África.

Em 21 de outubro, um dos médicos da paciente, no entanto, anunciou que ela estava curada, embora possa demorar vários dias mais para que ela se recupere totalmente. Recentemente, o Ministro da Saúde procurou tranquilizar o público, garantindo que "todas as medidas foram tomadas para garantir a segurança dos profissionais de saúde que cuidam de toda a população".

O Reino Unido e a Alemanha não documentaram nenhum caso de Ebola em seu território, mas acolheram vários cidadãos infectados, dos quais alguns foram curados.

- Nos Estados Unidos:

Após ter recebido dois voluntários infectados pelo vírus Ebola, os Estados Unidos tiveram seu primeiro caso importado. Foi um homem que veio da Libéria, hospitalizado desde 28 de setembro no Texas. Apesar da utilização de um tratamento experimental à base de um antiviral, o homem morreu em 8 de Outubro. Desde sua morte, outros dois casos foram confirmados.

Estes dois pacientes são enfermeiras que cuidaram do doente no Texas Health Presbyterian Hospital de Dallas. Uma delas está em estado "estável" ou "bom" em uma clínica de Maryland, a outra mulher, de 29 anos, foi declarada curada. Uma novidade que o presidente Barack Obama elogiou e agradeceu aos profissionais do hospital pela sua "coragem e perseverança".

Em 23 de Outubro, as autoridades de saúde de Nova York anunciaram que agora era a sua vez de fazer o mesmo com o seu primeiro caso de Ebola.  Um médico de 33 anos regressou recentemente da Guiné, onde trabalhava na esquipe dos Médicos Sem Fronteiras. O homem foi colocado em quarentena antes de ser declarado curado algumas semanas mais tarde.

Após o anúncio do primeiro caso registrado no Texas, o presidente Barack Obama tranquilizou os americanos: "Levando em conta as medidas em vigor, a qualidade do nosso sistema de saúde e a natureza do vírus Ebola, que não se espalha facilmente, os riscos de uma epidemia pelo Ebola nos EUA são extremamente baixos", afirmou ele em uma coletiva de imprensa.

Escrito por Bruna Moura
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