Bronquiolite: em bebê, tratamentos e sintomas
Bronquiolite: em bebê, tratamentos e sintomas

Bronquiolite: em bebê, tratamentos e sintomas

A bronquiolite é uma infecção aguda nos pulmões. Ela atinge principalmente os bebês e as crianças com menos de dois anos. Muito contagiosa, ela é benigna na maioria das vezes e pode ser tratada facilmente.

O que é a bronquiolite?

A bronquiolite é uma infecção aguda das vias aéreas inferiores, de origem viral. A inflamação ocorre nos bronquíolos, permitindo que o ar circule nos pulmões. Na maioria das vezes, ela é causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

A bronquiolite atinge principalmente crianças com menos de dois anos, sobretudo os bebês entre 3 e 6 meses. Ela costuma aparecer do outono até o final do inverno. Estima-se em 460 mil o número de bebês que desenvolvem a doença por ano na França.

Bronquiolite: sintomas

Em geral, a bronquiolite aparece após um resfriado ou uma rinofaringite. Seus sinais clínicos são um incômodo respiratório que se manifesta por uma dificuldade de respirar, com chiado no peito, respiração rápida, tosse seca e febre.

Às vezes, o bebê também apresenta sinais de desidratação (lábios ressecados, choros sem lágrimas etc) e dificuldade para se alimentar. Apesar de ter sintomas impressionantes, a bronquiolite é benigna na maioria dos casos.

No entanto, ela pode levar a complicações como a asma, insuficiência cardíaca ou a uma infecção bacteriana secundária como pneumonia ou otite média.

Contágio da bronquiolite

O vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela bronquiolite, é muito contagioso e é transmitido pelas vias aéreas. A contaminação pode acontecer através do contato direto com alguém, espirro, tosse ou secreções nasais, ou pelo contato indireto através de objetos contaminados, como mamadeiras e brinquedos.

A bronquiolite pode atingir a mesma criança várias vezes ao longo do inverno. Ela dura, em média, entre 10 dias e três semanas.

Bronquiolite: tratamento

É importante consultar um médico assim que os sintomas surgem no bebê. O tratamento medicamentoso inclui o uso do paracetamol para amenizar a febre e a dor. Já a aspirina não deve ser administrada a crianças, pois existe o risco de contração da Síndrome de Reye, uma doença rara e potencialmente mortal.

Por ser de origem viral, os antibióticos são ineficazes. Eles podem, entretanto, ser prescritos em caso de infecção bacteriana secundária. Em alguns casos, pode ser necessário recorrer a sessões de fisioterapia respiratória para desobstruir os brônquios.

Uma hospitalização pode ser considerada se o estado respiratório da criança se agravar. Administra-se então oxigênio com a ajuda de uma máscara ou de uma sonda.

Escrito por Helena Barros
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