Vício: mulher com transtorno diz que "cinco vezes por dia não era suficiente"

Vício: mulher com transtorno diz que "cinco vezes por dia não era suficiente"

O vício em sexo existe e não há nada de sexy nisso. É uma situação constrangedora que pode arruinar famílias e relacionamentos

O vício em ter relações sexuais é até hoje um tabu. Muitas pessoas sofrem com o transtorno e, por vergonha ou constrangimento, acabam não discutindo sobre o assunto ou procurando ajuda. Porém, a própria Organização Mundial da Saúde já está incluindo o termo "transtorno do comportamento sexual compulsivo" na lista de Classificação Internacional de Doenças.

O caso da mulher que diz que "cinco vezes por dia não eram suficientes"

Rebecca Barker sofre com o transtorno de vício em sexo e diz que não tem nada de sexy nisso. Rebecca ficava constantemente pedindo ao parceiro para fazer sexo, o que acabou desgastando o relacionamento.

"Me dava uma satisfação instantânea e cinco minutos depois eu queria de novo", conta.

O vício fez com que a mulher de 37 anos passasse a evitar a convivência com outras pessoas e acabou isolando-se. Ela começou tratamento psiquiátrico com consultas e remédios e foi aí que descobriu que existem grupos de apoio para pessoas que sofrem com transtornos parecidos.

Outro caso foi o de um rapaz que não queria se identificar. Ele era casado mas, devido ao seu vício, começou a sair com centenas de profissionais do sexo o que, segundo ele, o deixou com uma culpa enorme: "Você só pensa nisso, fica obcecado e não consegue seguir na vida. O remorso é gigantesco".

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Um transtorno que exige apoio

Apesar de escassos, os núcleos de instituições beneficientes de apoio começam a surgir. O Reino Unido foi pioneiro em criar grupos de ajuda para pessoas que sofrem com este tipo de condição. É como se fosse um "alcóolatras anônimos", mas com pessoas viciadas em sexo 

Como identificar o vício em sexo?

As recentes organizações estão tentando traçar um parâmetro para diagnosticar uma pessoa como viciada sem sexo. Os homens sofrem mais com o transtorno: cerca de 91% dos entrevistados que são viciados são do sexo masculino e a idade mais afetada está entre os 25 e 35 anos. Toda atividade sexual que pareça estar fora de controle e que acarrete danos em seus relacionamentos podem ser indícios de vício em sexo.

De Freitas Agostinho
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