O lugar mais poluído da Terra é revelado pelo Greenpeace
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O lugar mais poluído da Terra é revelado pelo Greenpeace

A ONGI de proteção do meio-ambiente revelou no começo dessa semana que a análise inédita de dados de satélites possibilitou determinar de maneira detalhada os lugares mais poluídos de dióxido de azoto do planeta. E é a região do Mpumalanda, na África do Sul que atingiu o primeiro lugar nesse pódio tão preocupante.

É graças à análise dos dados produzidos entre o dia primeiro de Junho e 31 de Agosto pelo Sentinel-5P, um satélite de observação da Terra da Agência Espacial Europeia, que o Greenpeace conseguiu desvendar as 50 regiões onde nós respiramos o pior ar que tem na terra.

Nenhum continente se safa da poluição por dióxido de nitrogênio. Metade das áreas negras estão na Ásia, principalmente na China e na Índia. Há cinco na África: uma em Angola, três na República Democrática do Congo e na África do Sul. Mas algumas regiões europeias não ficam de fora porque a Alemanha e sua usina térmica Niederaussem e até Londres e Paris não deixam de constar na lista. No topo do rank está Mpumalanga, uma região na África do Sul.

"O pior ponto quente do mundo"

A região de Mpumalanga, que fica a cerca de 100 km de Joanesburgo (África do Sul), apresenta níveis altos anormais de dióxido de nitrogênio, descobriu a ONG. O que faz dele "o pior local do planeta", anunciou o Greenpeace.

O NO2 é um poluente perigoso poluente por si só e contribui também para a formação de PM2.5 (partículas finas em suspensão) e ozônio, que são duas das formas mais prejudiciais de poluição atmosférica. Essa poluição recorde é explicada pela poderosa indústria de carvão na África do Sul.

Carvão e as fábricas ultrapassadas

Sabe-se que a combustão de carvão em usinas de energia é uma fonte de poluentes do ar. A África do Sul é o sétimo maior produtor do mundo. E é na região de Mpumalanga que, em um perímetro reduzido de 200 km, estão 12 usinas de carvão que operam a pleno vapor.

Segundo a Ouest France, em 2014, "foram extraídos 220 milhões de toneladas de carvão do subsolo da província, correspondente a 90% da produção sul-africana".

Além da concentração de um grande número de fábricas em uma pequena área, é também a obsolescência e o não respeito aos padrões ambientais dessas usinas que são atacados pelo Greenpeace. Ainda mais por não ser algo novo.

Faz já dez anos que o governo do país da bandeira multicolorida denunciava o atraso e velhice das infra-estruturas e colocava o Mpumalanga como primeira prioridade em termos de melhoria da qualidade do ar.

Só aqui, as 12 estações que alimentam uma rede de 32 gigawatts são exploradas pela Eskom. Esta companhia de eletricidade Sul-africana, que também é a maior produtora de eletricidade do país e uma das dez maiores do mundo, não para de pressionar já há 5 anos para que sejam feitas as atualizações para os padrões exigidos.

Enquanto as medidas de emergência não são aplicadas, o Greenpeace lembra que "o carvão mata" e anuncia que 2.200 mortes prematuras ligadas à intensa extração e queima de carvão já podem ser lamentadas na região.

Escrito por De Freitas Agostinho
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