Um estado americano encontrou um método surpreendente para repovoar os lagos de peixes
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Um estado americano encontrou um método surpreendente para repovoar os lagos de peixes

Os serviços de gestão da fauna de Utah, nos Estados Unidos, empregam um método surpreendente para repovoar de peixes os lagos de altitude desse Estado montanhoso: ele lançam trutas jovens pelos ares, transportando-as de avião! Uma prática inofensiva para esses peixes com corpos perfeitamente adaptdos ao voo planado.

"Voar como um... peixe!" Assim poderia ter sido o sonho de Ícaro se ele tivesse visto a cena surrealista que se deu na semana passada nas montanhas de Utah, nos Estados Unidos. Como mostram as imagens publicadas nas redes sociais pela Divisão de Recursos Naturais de Utah (DWR), milhares de trutas caíram dos ares entre os cumes, a várias dezenas de metros acima da superfície dos lagos que caracterizam a região.

Por mais absurdo que possa parecer, o fenômeno não tem nada de sobrenatural. Ele resulta, na verdade, do método, no mínimo bem original, adotado para repovoar de peixes as extensões de água locais, muito utilizadas pelos pescadores. Antigamente, era pelas estradas, fechados em galões de leite - transportados a cavalo, depois por caminhões -, que os jovens peixes chegavam ao seu destino de altitude. Uma viagem cheia de problemas: longa, sinuosa, estressante e que necessitava de supervisão constante a respeito dos níveis de oxigênio na água do transporte.

Um método mais tranquilo do que aparenta

Mesmo que pareça muito extrema, a liberação das pequenas trutas pelos ares se verifica inofensiva para esses jovens peixes cujos corpos são perfeitamente adaptados ao voo planado. Leves e aerodinâmicas, as trutas são amadoras de sensações fortes que, na natureza, sobrevivem a quedas impressionantes em cachoeiras, por exemplo. Assim, elas toleram muito bem o tratamento que lhes foi reservado pelas autoridades de Utah.

"Os peixes são pequenos - com cerca de 2 a 7 centímetros de cumprimento - o que permite a mais de 95% deles a sobreviverem à queda", explica a DWR na mensagem que acompanha o vídeo publicado nas redes sociais. Para se assegurarem, os responsáveis pelo serviço de gestão da fauna tiveram a precaução de capturar com redes uma amostra de pequenas trutas, logo após a queda vertiginosa, confirmando assim as taxas de sobrevivência estimadas.

Interrogadas nas redes sociais sobre a utilização de uma outra prática, as autoridades ressaltaram que o transporte de carro, por exemplo, que poderia parecer menos violento, é, na realidade, bem mais longo e então mais estressante para os peixinhos.

Uma técnica empregada em grande escala

É preciso dizer que a soltura dos peixes é feita o mais próximo da superfície dos lagos. Com a finalidade de minimizar a duração da descida e a força do impacto na chegada à superfície dos lagos. A técnica é tão eficaz que, a partir de agora, a DWR a adotou para repovoar mais de 200 dos lagos de altitude das montanhas de Utah. E os espécimes escolhidos para repovoar essas extensões d'água não peixes como os outros.

Todos esterilizados antes da soltura para que não interfiram nos peixes selvagens naturalmente presentes nos lagos de altitude, os peixinhos pertencem a duas espécies precisas. A Salvelinus fontinalis, também conhecida como salmão ou truta de fonte, e Thymallus arcticus, a truta do ártico: um peixe que, como a truta, pertence à família dos salmonídeos.

Espécies aquáticas agora capazes de "voar com suas próprias asas" nas águas límpidas dos lagos de altitude de Utah.

Escrito por De Freitas Agostinho
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