Parque dos Dinossauros: o erro grosseiro que quase ninguém prestou atenção

Parque dos Dinossauros: o erro grosseiro que quase ninguém prestou atenção

Com dinossauros da Era Jurássica, o filme Parque dos Dinossauros é cheio de incoerências. A começar pelo período em que se passa a história e que, segundo um paleontólogo, seria totalmente anacrônico. 

Steven Spielberg e todos os realizadores da franquia "Parque dos Dinossauros" não tiveram sucesso quando o assunto é ciência e vida. Segundo Jack Horner, paleontólogo e consultor nos quatro filmes da franquia, o tempo da ficção não corresponde à época geológica na qual os dinossauros que vemos na tela viveram. 

Uma amálgama histórica denunciada por muitos especialistas

Como lembra o cientista entrevistado pelo HuffPost americano, as espécies que simbolizam melhor os dinossauros são as que possuíam espinhos, chifres e dentes afiados. Essas espécies só seriam encontradas no período do Cretáceo. Um contrassenso denunciado igualmente por Jean-Sébastien Steyer, do Museu Nacional de História Natural de Paris que, assistindo o trailer do filme, precisou que os ornitomimossauros  vinham  "do Cretáceo e não do Jurássico". 

E tem mais. Segundo outra voz dissonante, de Vincent Hualt, chefe de conferências da Universidade de Lorraine, a maior parte dos dinossauros mais conviveram na vida real. O estegossauro e o T-Rex viveram com quase 100 milhões de anos de intervalo!

Para o especialista, a possibilidade de fazer renascer as criaturas já desaparecidas por milhões de anos graças a um DNA de um mosquito fossilizado é igualmente improvável. Para Vincent Huault, era preciso que os mosquitos estivessem armados para atravessar a pele dos dinossauros e, depois, que o mesmo inseto houvesse decidido terminar sua refeição com algo doce para acabar preso na resina.  

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Assim, podemos dizer que a franquia "Parque dos Dinossauros" deve ser apreciada por seu caráter lúdico e divertido, mas não possui nenhuma relevância científica.

De Freitas Agostinho
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