A história de pamela, mãe de 7 filhos com apenas 17 anos

A história de pamela, mãe de 7 filhos com apenas 17 anos

Mãe de 7 filhos cujos pais não assumiram as crianças, essa adolescente argentina é um exemplo de casos frequentes na América Latina.

17 anos, 7 filhos

Pamella Villaruel, moradora de Leones, na Argentina, tinha 13 anos quando engravidou pela primeira vez, de um homem mais velho. Quatro anos depois, ela já tinha 7 filhos de 3 pais diferentes. Desta primeira relação, nasceu uma criança cujo pai não a assumiu. Ela começou a ser criada por Pamella e seus avós. 

Um ano depois, em uma outra relação, Pamella engravidou novamente. Dessa vez a surpresa foi maior: eram 3 bebês! Aos 15 anos, ela já possuía 4 filhos. Mais uma vez, o pai da criança não assumiu as crianças.  

De outra relação, dois anos mas tarde, a menina engravidou novamente. E, para a surpresa de todos, eram trigêmeos de novo! E mais uma vez o pai não assumiu a criança. Sua família tinha agora 7 bebês para sustentar. 

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Na época,  a história ficou bastante conhecida. Diversas pessoas exigiram uma posição do governo para condenar os pais das crianças por pedofilia ou ao menos de ajudar a família com algum recurso.  Após o sétimo filho a mãe de Pamella chegou a pedir às autoridades para ligar as trompas da filha mas o pedido foi negado pois o procedimento não podia ser feito em menores de idade. Depois de uma década, nada se sabe de Pamella.

Gravidez na adolescência e pais ausentes: mais comum do que se imagina

No Brasil, casos como este são comuns. Segundo o  relatório conjunto lançado no último dia 28 de março pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), entre os países da América do Sul, o Brasil é o quarto com o maior número de adolescentes grávidas.  Em cada grupo de mil meninas com idade entre 15 e 19 anos, 68 engravidam. O ranking da América do Sul traz a Venezuela em primeiro lugar com 80 adolescentes grávidas. Na frente do Brasil ainda estão o Equador com 77 e a Bolívia com 72.

Um outro número espantoso é o número de crianças sem o nome do pai no registro: 5,5 milhões. “É um número assustador, um indício de irresponsabilidade social. Em São Paulo, quase 700 mil crianças não terem o nome do pai na certidão é um absurdo”, diz Álvaro Villaça Azevedo, professor de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e diretor da Faculdade de Direito da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).

De Freitas Agostinho
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