Oito múmias de cerca de 3000 anos são descobertas numa pirâmide no Egito

Oito múmias de cerca de 3000 anos são descobertas numa pirâmide no Egito

Durante os trabalhos de escavação começados no mês de agosto, arqueólogos descobriram e anunciaram nada menos que oito múmias, encontradas debaixo das pirâmides de Amenemhat II, a conhecida "pirâmide branca". Descobertas extraordinárias, que abrem a discussão sobre o anacronismo da situação.

No Egito, as descobertas continuam, mas não se parecem nada entre si! Depois de descobrirem dezenas de múmias de gatos, um enigmático sarcófago negro e até uma tumba incrível, hoje é a vez de oito múmias serem descobertas pelos arqueólogos.

A descoberta dessa vez aconteceu numa pirâmide conhecida pelo nome de "pirâmide branca", a mesma que fora construída sob a chegada do Faraó Amenemhat II; um soberano da XII dinastia, cujo reinado começou em 1929 antes de Cristo e terminou no ano de 1895 a. C.

Região rica em tesouros

O monumento se situa próximo da famosa necrópole de Gizeh, que também é um lugar importante da arqueologia egípcia; mais precisamente a Dahchour, um complexo funerário ao Sul do Caio. Em seu maior centro foram encontrados nada menos que oito múmias. Oito cadáveres embalsamados protegidos na mesma quantidade de  sarcófagos datados da baixa época egípcia, um período da história antiga do país que se estende de por volta 700 a. C até 332 da nossa Era.

O anúncio marca a data de ontem, quarta feira 28 de novembro, mas o começo dos trabalhos de escavação datam do mês de agosto, bem como revelou o secretário geral do conselho supremo das antiguidades, Mostafa Waziri. Então, foi quando eles exploravam as brechas do ângulo Sudeste da pirâmide, que os arqueólogos tiveram a surpresa de colocar a mão nessas oito extraordinárias múmias.

Algumas descobertas se destacam entre o conjunto por sua qualidade de preservação, ressalta Mostafa Waziri, de acordo com ele "três dentre elas estão em bom estado de conservação". E o responsável egípcio deixa claro ainda que "as múmias são cobertas por uma cobertura colorida dura, de forma humana". Um revestimento feito de uma mistura de vestígios e vibras de papiros ou de linho.

Novo enigma a se resolver

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Depois da descoberta desses oito extraordinários cadáveres, uma questão ainda fica em suspense: por que múmias datadas da Baixa época egípcia estavam enterradas de baixo de uma pirâmide construída há por volta de 1.200 anos antes? Um anacronismo para o qual o egiptólogo Sarah Parcak traz uma explicação no site do National Geographic:

"Durante a Baixa época egípcia, a capital do reino tinha sido deslocada ao Delta do Nilo. As regiões de Dahchour e Saqqarah se mantiveram todavia como um importante centro de culto, ainda considerado como uma paisagem sagrada. Assim, temos então um certo número de tumbas e inumações de membros da elite do alto escalão que datam da Baixa época, disseminados ao longo do Dahchour e Saqqarah".

Por enquanto, não sabemos ainda as identidades dos mortos, seus gêneros, seus status ou potenciais ligações entre eles. Um mistério a mais resolvido numa terra que guarda certamente um bom número em constante crescimento!

De Freitas Agostinho
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