Menina de 9 anos passa em peneira e é a primeira do Brasil a jogar em um time masculino

Menina de 9 anos passa em peneira e é a primeira do Brasil a jogar em um time masculino

Se quando uma garota quer jogar bola já é desafiar a lógica, Natália Pereira chegou para revolucionar de uma vez por todas. A menina de 9 anos não só passou nos testes, mas já foi contratada por uma equipe do Sul do país.

Quando o sonho é jogar futebol, e esse desejo é apoiado pelos pais da criança, desde cedo ela já é encaminhada às chamadas peneiras, que nada mais são que testes para ver se há, de fato, algum destaque da criança para o futebol. Quando se trata de meninos, estes logo são encaminhados aos 9 anos, a primeira etapa para se tornar um jogador. O sub-10 é o primeiro momento possível de avaliação, é o que traz os primeiros preparos para que a criança possa pensar em ser um jogador de futebol muitos anos mais tarde.

No entanto, quando falamos das meninas, essa etapa simplesmente não existe, uma vez que a primeira etapa, que seria o sub-10 masculino, ocorre muitos anos mais tarde, a saber, lá para os 14 ou 15 anos. Efetivamente, para as meninas jogarem futebol o caminho é bem mais complicado, além de praticamente não haver clubes ou treinos disponíveis para elas, as categorias de base são bem mais raras do que as masculinas. Assim, a jovem garota Natália Pereira, de 9 anos, decidiu que, já que não havia clubes para a idade dela, o melhor caminho era tentar a sorte nas categorias de base masculinas. Nessa última sexta-feira (25), seu talento foi reconhecido, tendo sido notícia por ter sido a primeira garota a ser aprovada em testes de categoria de base masculinas.

Logo após a sua aprovação, já ficou acertado que a jovem garota iria defender o Avaí, o clube para o qual torce, na categoria sub-10. A mãe da jovem jogadora, Karyna Pereira, deu um depoimento comovente ao blog As Dibradoras, “Ela é a prova de que tudo é possível. Se a gente fosse falar um tempo atrás de uma menina jogando na base de um time profissional masculino, isso era algo completamente impossível de acontecer. Hoje pode, porque a Nati chegou lá”, contou orgulhosa. No entanto, até nessa idade houve obstáculos. Primeiramente, quando os pais tiveram a ideia de levá-la fazer a peneira, ela não foi aceita para que o teste fosse aplicado, uma vez que “era para meninos”. Diante da situação, seu pai levou a situação às redes sociais, mostrando a sua indignação. “Ela tentou fazer a peneira do time que o irmão jogava, mas chegou lá de chuteira e tudo e não a deixaram fazer porque não era para menina”, contou a mãe, “Aí meu marido fez um post nas redes sociais desabafando sobre a decepção dela e indicaram o ADIEE, time de um colégio, e o técnico a chamou para um teste”, continuou.  

Foi então que a sua história mudou. “Ela acabou ficando, foi a primeira menina a disputar a Liga Metropolitana e isso repercutiu na região”, completou. Natália Pereira foi destaque entre 900 garotos e ela, passando na seleção feita. Dessa forma, a força de sua personalidade e a habilidade com a bola nos pés a levaram a ser contratada pelo Avaí. 

(Fonte: Globo esporte) 

• Pedro Souza
Leia mais