Você conhece o lelo, o esporte georgiano extremamente violento?

Você conhece o lelo, o esporte georgiano extremamente violento?

Na Geórgia, um esporte extremamente brutal é jogado todo ano há pelo menos 3000 anos. Mesmo que seja perfeitamente possível morrer durante uma partida, o lelo, "mistura de rugby e luta", continua a causar euforia e conta com um bom número de adeptos no país.

As regras do lelo, esporte praticado na Georgia há pelo menos três séculos e que se poderia comparar com um rugby ultraviolento, são simples. Depois do início do jogo, um padre lança uma bola de couro de 15 kg, cheia de areia e de serragem e banhada a vinho bento, aos ares. Centenas de homens que o entornam, levados pelo álcool e pela adrenalina, correr para a bola com furor, não pensando duas vezes para atacar uns aos outros. Os riscos de haver quebraduras, ser esmagado ou travado com poucas chances de se salvar são extremamente numerosas.

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Um caos infernal se instaura e os jogadores se lançam à busca da famosa bola negra por horas, tentando trazê-la a uma das duas linhas de gol que dará o fim da partida. Numa mescla entre rugby e luta, o lelo se joga todo ano na Georgia, durante a Páscoa ortodoxa. Na cidade de Lanchkhuti, na região da Guria, o esporte se pratica entre dois riachos que são equidistantes ao centro da cidade. Os jardins e as paradas de ônibus também são parte integrante do campo da partida.

"Nós colocamos em jogo o nosso amor-próprio"

Ao longo dessa imensa partida de luta, acontece que os georgianos se machucam e morrem, condições totalmente aceitas pelos adeptos. Os participantes sabem a qual das duas equipes eles pertencem por meio das fronteiras geográficas imaginárias. "Estabelecemos regras: é proibidos bater em alguém no chão. Se alguém cai e se machuca, todo mundo levanta as mãos para o ar. Tudo está sob controle. Nós também desenvolvemos uma tática para roubar a bola dos adversários", explicou Gela Pirtkhalaishvili, jogador veterano apelidado de "general", à Vice.

"Nós somos todos loucos - é por isso que nós jogamos. A gente coloca em jogo nosso amor-próprio. Nós temos sangue de guerreiros, mas não somos invasores como os mongóis", completou. O esporte nacional ao longo do qual os participantes jogam pela honra, o lelo não é recomendado a todos os atletas, longe disso.

Marcos Silva
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