Caçador ilegal é pisoteado por elefantes e termina devorado por leões na África do Sul

Caçador ilegal é pisoteado por elefantes e termina devorado por leões na África do Sul

Um homem morreu na última terça-feira no parque nacional de Kruger na África do Sul depois de ser pisoteado por um elefante. O que sobrou dele foi devorado por leões.

Um caçador que procurava um rinoceronte, para pegar sua carne, acabou sofrendo a vingança da savana africana. O homem foi pisoteado por um elefante e depois devorado por leões na África do Sul, segundo o relato da BBC. O acidente teria acontecido na terça-feira, dia 2 de abril, no parque nacional de Kruger.

As intenções do caçador foram reveladas por supostos cúmplices da vítima, que informaram a família do caçador que este fora esmagado por um elefante, segundo indicação de um porta-voz de SanPark, Isaac Phaahla, à AFP. A família, assim que se deu conta da localização do parque, enviou pessoas à busca dos restos mortais do caçador.

Crânio e roupas

Interrogado pela Times Live, Leornard Hlathi, oficial da polícia local afirmou que “os cúmplices afirmaram ter levado o corpo no sentido da estrada para que pudessem identifica-lo pela manhã. Depois, desapareceram do parque”, explicou o agente.

Apesar de demoradas expedições, as autoridades não conseguiram encontrá-lo totalmente, apenas um crânio e suas calças na zona chamada Crocodile Bridge.

“A presença de um grupo de leões foi confirmada na área e parece que eles devoraram os restos mortais da vítima”, explicou Phaahla, esclarecendo que as análises ainda não tinham acabado para confirmar a afirmação.

“Entrar a pé e clandestinamente no parque nacional do Kruger não é algo nem prudente nem legal”, lembrou um dos chefes do parque Kruger, Glen Phillips, “é até muito perigoso e esse incidente é mais uma prova disso”, completou.

Cúmplices e suspeitos de caça ilegal

Os quatro cúmplices do infortunado caçador foram presos e devem ser apresentados nos próximos dias a um julgamento. Encontrados com dois fuzis e munições, eles respondem processos por posse de armas de fogo sem licença, conspiração de caça e invasão ilegal. Todavia, o incidente não é tão inédito assim na África do Sul, país reconhecido por sua diversidade e fauna.

Em 2018, três homens suspeitos de caça ilegal foram encontrados desmembrados na área reservada de Sibuya. As autoridades sugeriram que eles estavam em busca de rinocerontes antes de serem atacados por leões. Alguns meses antes, no começo do ano, outro homem, de 46 anos, também suspeito de caça ilegal, também teve um destino semelhante ao que aconteceu no parque Kruger.

A caça e o perigo de extinção de rinocerontes

Todo ano milhares de rinocerontes são abatidos ilegalmente por causa de seus chifres, muito procurados pelo mercado negro e pelos adeptos da medicina milenar chinesa e no Vietnã. A África do Sul faz parte dos principais países envolvidos com esse problema.

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No ano passado, 769 rinocerontes foram vítimas desse tráfico. Embora o número parece assustador, já houve uma baixa em relação ao ano retrasado, no qual foram registradas 1028 mortes desses animais, de acordo com o ministério sul-africano.

Ainda existem 5000 espécimes de rinoceronte negro no continente africano, dos quais 1900 estão na África do Sul. Além destes, mais raros, o país cuida e é habitat de cerca de 20 000 rinocerontes brancos, que é o equivalente a 80% da população total da espécie.

 (Fonte: Le Matin) 
Gouvea Aline
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