As previsões de Isaac Asimov para o ano de 2019

As previsões de Isaac Asimov para o ano de 2019

Talvez você não conheça Isaac Asimov. Mas com certeza conhece a sua obra. Ele é o autor do famoso filme "Eu, robô", protagonizado por Will Smith e de "O Homem Bicentenário", com Robin Williams. Falar sobre tecnologia era o seu forte. Alguns anos antes de sua morte, em 1992, ele fez previsões para 2019. 

Em entrevista concedida em 1983, o  jornal canadense Toronto Star publicou previsões de Asimov para 2019, justamente o ano em que estamos. A escolha da data, por sinal, foi pensando em um mundo 35 anos depois da história de 1984, de George Orwell. Confira:

Tecnologia

Partindo da hipótese de que nós não teríamos destruído o planeta com uma guerra nuclear, Asimov acreditava que nosso dia a dia já estaria completamente transformado pela computadorização. A transição para um mundo todo high tech, segundo ele, seria difícil, mas nós daríamos conta do recado de nos adaptarmos.

"A geração da transição estará morrendo e haverá uma nova crescendo que será educada para esse novo mundo", apostou o autor. Embora não tenha mencionado os smartphones que carregamos no bolso diariamente, ele ressalta que computadores já seriam "essenciais" ao governo, à indústria — tomando o espaço antes ocupado por humanos — e chegariam aos nossos lares.

Meio ambiente

Leia também
Descubra o efeito surpreendente do leite com Coca-Cola

"As consequências da irresponsabilidade humana em termos de desperdício e poluição se tornarão mais aparentes e insuportáveis com o tempo. Tentativas de lidar com isso se tornarão mais extenuantes."

Educação

Ele se mostrou otimista em relação ao lazer e à educação, acreditando que teríamos tempo de sobra para fazer pesquisas científicas e apreciar obras de arte; a educação, por sua vez, se tornaria mais "divertida", pois não seria um interesse forçado por fatores externos às pessoas e se valeria do auxílio da tecnologia. Nisso ele passou bem longe. Por outro lado, os aspectos negativos de nosso mundo em 2019, segundo o autor, seriam a "derrota da superpopulação, a poluição e o militarismo". Esses, Asimov acertou em cheio!

Vida no espaço

Já a respeito da conquista espacial, ele supõe com bastante otimismo que, à esta altura, nós já estaríamos construindo casas no espaço e estações de mineração na Lua. De fato, essas estruturas estão cada vez mais próximas de se tornar realidade. Mas ainda não aconteceram. Bem, estamos só em janeiro. 

De Freitas Agostinho
Leia mais
Sem Internet
Verifique suas configurações