SeaWorld anuncia o fim de sua reprodução de orcas em cativeiro

SeaWorld anuncia o fim de sua reprodução de orcas em cativeiro

O grupo americano SeaWorld anunciou no dia 17 de março o fim de seu programa de reprodução de orcas em cativeiro. Eles também colocarão fim aos espetáculos com esses cetáceos. Uma decisão aclamada por todos os defensores dos direitos dos animais. 

O dia 17 de março foi marcado por um feito especial. Nesse dia, o gigante americano SeaWorld anunciou publicamente seu engajamento em acabar com sua reprodução de orcas em cativeiro. O acordo foi decidido em colaboração com a Humane Society, que luta pela proteção dos animais.

Para essa organização e os outros numerosos engajados nessa causa, esta decisão represeta uma verdadeira vitória. Na verdade, já fazia muitos anos que os três parques temáticos de Orlando, San Antonio e San Diego eram atacados em todo o mundo por seu programa de reprodução desses grandes mamíferos marinhos.

A batalha havia ganhado uma certa amplitude com o lançamento, em 2013, de um documentário produzido por Gabriela Cowperthwaite. Com o título de Blackfish, o filme contava a vida em cativeiro de Tilikum. Um espécime explorado por SeaWorld, resonsável pela morte de três pessoas e hoje gravemente doente.

O filme coloca à luz as más condições de vida e tratamentos não adaptados desses predadores formidavelmente inteligentes. Seu sucesso relâmpago também foi um golpe duro para a reputação do grupo que passa há algum tempo por uma baixa da sua antes sempre grande frequentação.

Uma nova página

Desejando ganhar novamente a confiança de seu público, SeaWorld finalmente tomou uma decisão importante. "Nós não tiramos mais as orcas de seu habitat natural há quase 40 anos. Nós decidimos ir mais longe e acabar com a reprodução a partir de hoje", explicou o grupo no comunicado.

A iniciativa é extremamente importante porque ela sub-entende o fim da detenção de orcas em todo os Estados Unidos no futuro. O que também preocupará os demais delphinariums do mundo inteiro. Seu tempo está acabando, como sublinha merecidamente a empresa: "A sociedade muda e nós também. SeaWorld escuta e se adapta."

Com um acordo assim, é uma página que se vira e que traz com ela escândalos de todos os tipos. De piscinas muito pequenas à má alimentação, passando por métodos de adestramento duvidosos, SeaWorld foi alvo de diversas críticas que eram manchetes regularmente.

Uma última geração como testemunha

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Só a última geração de reprodução restará como testemunha dessa época controversa. "As orcas das quais cuidamos atualmente serão as últimas do SeaWorld", garantiu a empresa, falando das 29 espécimes divididas pelos três parques principais e em outros 6 parceiros.

Esses animais, com idades de 1 a 51 anos (entre eles uma fêmea grávida), não podem ser soltos no mar por falta de autonomia. Eles perderam todos os seus reflexos e não poderiam sobreviver de forma selvagem. Esses últimos, contudo, não devem realizar mais números para divertir o público.

O SeaWorld decidiu pôr fim aos espetáculos de orcas e promete começar a apresentá-las até o ano que vem de uma maneira "nova, inspiradora e natural". O grupo ainda se compromete a pagar 50 milhões de dólares em 5 anos para financiar o salvamento e reinserção de animais marinhos assim como uma vasta campanha de sensibilização.

Pedro Souza
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