Exploração funcional respiratória: definição, procedimento do exame e riscos

Exploração funcional respiratória: definição, procedimento do exame e riscos

A exploração funcional respiratória, ou EFR, é um exame médico que mede o fluxo pulmonar e diagnostica um problema respiratório.

Definição de exploração funcional respiratória

A exploração funcional respiratória (EFR) é um exame no qual o volume pulmonar e a taxa de expiração são medidos com um espirômetro. Transcrita em um gráfico, essa informação é estudada pelo terapeuta, que compara a curvas padrão em busca de uma anomalia.

No caso de um problema, e graças à medição da função dos alvéolos pulmonares, esse exame torna possível destacar uma doença respiratória que pode ser pulmonar ou brônquica, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O EFR também permite monitorar a evolução de uma patologia respiratória já conhecida (asma, miopatia, etc.).

Finalmente, realizar uma exploração funcional respiratória é útil como parte de uma avaliação pré-operatória antes da cirurgia torácica.

Como ocorre um EFR?

A exploração funcional respiratória é um exame que consiste em respirar apenas pela boca (o nariz é bloqueado com um clipe nasal durante todo o exame) em uma mangueira especial equipada com uma ponta (espirômetro). Também é possível realizar esse exame em uma caixa particular (uma cabine à prova d'água), o pletismógrafo corporal.

O dispositivo registrará as alterações de pressão, enquanto a curva dos volumes inspirados e expirados é rastreada. Em primeiro lugar, é necessário respirar normalmente, sendo o volume normal habitual entre 0,5 litros por ciclo e 7,5 litros por minuto.

Em um segundo passo, é necessário inspirar completamente, depois expirar o máximo possível (volume expiratório máximo), o que possibilita a tradução dos volumes pulmonares e da capacidade vital. Esses exercícios são feitos duas ou três vezes. Em seguida, percebemos uma relação entre os dois (relatório Tiffeneau), que deve ser em torno de 80%.

Abaixo disso, significa obstrução brônquica, que revela asma ou enfisema, ou mesmo fibrose pulmonar. Caso contrário, há sempre um pouco de ar nos pulmões: é o volume residual. Se as primeiras conclusões forem negativas, podemos continuar realizando uma medida da função dos alvéolos pulmonares.

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Para isso, é preciso respirar uma diluição de monóxido de carbono que, após ser retida por cerca de dez segundos, será medida na expiração para avaliar a qualidade das trocas gasosas entre o ar e o sangue. Em caso de resultado ruim, pode-se considerar que as células estão espessadas, como no caso de infecção ou fibrose. Todo o exame tem duração de 45 minutos.

Exploração funcional respiratória: quais são os riscos?

Não há risco particular na realização de uma exploração funcional respiratória, uma vez que é simplesmente uma questão de medir a capacidade respiratória de um indivíduo. Além disso, esse exame não é invasivo nem doloroso. A única restrição é que você deve evitar o cigarro uma hora antes do exame.

Danielle Pereira
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