Diabetes: tipo 1, tipo 2. Dieta e sintomas de diabetes
Diabetes: tipo 1, tipo 2. Dieta e sintomas de diabetes

Diabetes: tipo 1, tipo 2. Dieta e sintomas de diabetes

A diabetes é um transtorno metabólico cuja prevalência aumentou no mundo todo. Existem a diabetes tipo 1 e a diabetes tipo 2. Mas do que se trata exatamente? Confira as explicações.

O que é a diabetes?

Mais de 285 milhões. Essa é a quantidade de pessoas que sofrem de diabetes no mundo atualmente, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes. Trata-se de um fenômeno preocupante, qualificado de “verdadeira pandemia”. Ao longo dos últimos dez anos, a prevalência da diabetes aumentou consideravelmente. Na França, o número de diabéticos passou de 1,6 milhões para mais de 2,9 milhões e continua a crescer.

A diabetes é um transtorno metabólico que consiste em uma taxa de glicose no sangue (glicemia) anormalmente elevada, que é chamada de hiperglicemia. O distúrbio é provocado por um mau funcionamento do sistema de assimilação e de armazenamento dos açúcares ingeridos através da alimentação. Mais especificamente, ela está ligada a uma disfunção no nível do hormônio fabricado pelas células do pâncreas, a insulina.

Quando comemos, o nível de açúcar no sangue aumenta graças à transformação dos carboidratos dos alimentos em glicose. Quando o organismo detecta esse aumento, ele provoca a secreção de insulina pelo pâncreas. Quando é liberado, o hormônio favorece o armazenamento de glicose nas células e no fígado fazendo a glicemia diminuir.

Nas pessoas acometidas pela diabetes, esse sistema deixa de funcionar, conduzindo a uma hiperglicemia. No entanto, existem diferentes tipos de diabetes: a diabetes tipo 1, a diabetes tipo 2 e a diabetes gestacional (durante a gravidez). Elas não possuem as mesmas origens.

Diabetes: tipo 1 e tipo 2

A diabetes tipo 1, antigamente chamada de diabetes “insulinodependente”, ou diabetes “juvenil”, é normalmente diagnosticada em indivíduos jovens: crianças, adolescentes ou jovens adultos. Essa forma da doença, que diz respeito a 10% dos diabéticos, ocorre quando o pâncreas deixa de produzir insulina ou a produz em quantidade insuficiente para garantir a regulação da glicemia. Isso ocorre por causa de uma reação autoimune.

Por motivos ainda desconhecidos, o organismo começa a atacar e destruir certas células do pâncreas, que não conseguem então produzir o hormônio indispensável. Na falta da insulina, os carboidratos não podem então ser eliminados do sangue e a glicemia permanece constantemente elevada, mesmo em jejum.

A diabetes tipo 2, às vezes chamada de diabetes “não insulinodependente” ou diabetes "do adulto”, aparece, como o nome diz, em indivíduos mais velhos. É a forma mais frequente: diz respeito a 80% dos diabéticos e utiliza um mecanismo diferente daquele da diabetes tipo 1. Nesses diabéticos, a produção de insulina é geralmente normal, no entanto, o hormônio é mal utilizado.

Assim que é liberada, as células não reagem mais à sua presença: trata-se de resistência à insulina. Os carboidratos permanecem no sangue, provocando a hiperglicemia. Frente a essa resistência, o pâncreas começa a produzir ainda mais insulina, o que o leva à exaustão. A longo prazo, ele não consegue garantir uma produção suficiente do hormônio.

Sintomas de diabetes

A hiperglicemia constante possui várias consequências sobre o organismo e desencadeia uma série de sintomas. Entretanto, os sinais são geralmente mais discretos no caso da diabetes tipo 2. Essa última também pode evoluir progressivamente sem a pessoa se dar conta. Os principais sintomas são:

- aumento da sede e da fome

- vontade mais frequente de fazer xixi

- fraqueza e fadiga excessivas

- perda de peso rápida e sem explicação

- infecções mais frequentes

- maior dificuldade de cicatrização em caso de feridas

- secura dos olhos ou visão turva

Todos esses sinais são um alerta e devem levar a pessoa a consultar um médico que realizará exames para confirmar ou não a diabetes. O diagnóstico é feito por uma coleta de sangue em jejum. Se a glicemia em jejum é igual ou superior a 1,26g/L em duas coletas, a diabetes é confirmada. Exames adicionais podem ser realizados para avaliar o estado de saúde geral do paciente.

Tratamento: dieta e remédios para diabetes

A diabetes é hoje uma doença incurável. No entanto, se não for tratada cotidianamente, ela pode levar a sérias complicações para o organismo. Por isso, é importante diagnosticar a diabetes para tratá-la e controlá-la o mais cedo possível. Por ser provocada por uma ausência de insulina, a diabetes tipo 1 é tratada com injeções cotidianas do hormônio, que permitem reduzir a glicemia.

Para a diabetes tipo 2, que é favorecida pelo sobrepeso, pela obesidade e pelo sedentarismo, o tratamento é mais complexo. Ele consiste, em primeiro lugar, em medidas dietéticas destinadas a promover a atividade física e uma alimentação variada e equilibrada. A isso se somam tratamentos antidiabetes, que estimulam a ação da insulina sobre as células do organismo.

Quando o pâncreas não pode mais fabricar insulina suficiente, injeções do hormônio, como na diabetes tipo 1, são necessárias. Em ambos os casos, o objetivo dos tratamentos é de normalizar a glicemia para reduzir o impacto sobre o organismo. Apesar de serem necessários um acompanhamento médico e exames regulares, os diabéticos podem levar uma vida normal.

Escrito por Helena Barros
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