A maior caverna submersa do mundo revela novos tesouros
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A maior caverna submersa do mundo revela novos tesouros

Escrito por Pedro Souza
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Em janeiro, arqueólogos anunciaram a descoberta da maior caverna submarina do mundo, no México. Realizando escavações nessas cavernas que se estendem por 350 km, eles encontraram fósseis de uma espécie extinta, assim como artefatos maias.

Um de seus descobridores a qualificou como o "mais importante sítio arqueológico do mundo" e ele não estava errado. Depois do anúncio de sua descoberta, a maior caverna submersa do mundo já revela novos tesouros. Esse complexo reúne duas redes de galerias que se estendem por 350 km, que mergulhadores exploraram durante meses antes de descobrir uma conexão.

Hoje, sabe-se não apenas que essas galerias são realmente ligadas, mas que elas contêm riquezas desconhecidas. Além de uma biodiversidade excepcional, os mergulhadores encontraram vários vestígios arqueológicos: artefatos e fósseis que foram revelados com mais detalhes essa semana pela equipe de pesquisa do projeto GAM (Gran Acuifero Maya).

Restos humanos com pelo menos 9 mil anos

De acordo com os mergulhadores liderados por Guillermo de Anda do Instituto Nacional de Antropologia (INAH) do México, a caverna possui ao menos 250 poços naturais e 180 sítios arqueológicos, dos quais 140 são de origem maia. As escavações resultaram na descoberta de numerosos restos humanos, esqueletos e ossos, que teriam pelo menos 9 mil anos de idade.

Se esses traços sugerem a ocupação humana, Anda e seus colegas pensam que a caverna foi utilizada talvez em condições climáticas difíceis. No entanto, algumas culturas chamaram atenção de uma maneira bem peculiar - entre os testemunhos do passado, os pesquisadores descobriram um altar dedicado ao deus da guerra e ao comércio maia.

Uma estrutura semelhante a uma escada que subia dentro de um poço também foi descoberta, assim como outras relíquias, incluindo cerâmicas e gravuras de paredes. Os maias consideravam as cavernas "e especialmente aquelas que levavam à água, como lugares extremamente sagrados", afirmou o INAH.

Criaturas que remontam ao Pleistoceno

Os maias não são os únicos ocupantes a deixar vestígios. As galerias da caverna chamada Sac Actun também revelaram fósseis de criaturas direto do período Pleistoceno, com mais de 12.000 anos. De acordo com as análises realizadas, esses ossos pertencem em particular a preguiças gigantes, ursos e animais semelhantes a elefantes conhecidos sob o nome de gompothères.

Os pesquisadores acreditam que o nível de água nas galerias variou amplamente ao longo do tempo, mas que eram tanto para animais quanto para humanos, uma valiosa fonte de água em seca severa. Ainda assim, as cavidades estavam em locais de difícil acesso e era comum não sair vivo, como evidenciam os muitos ossos encontrados.

"É muito improvável que haja outro lugar no mundo com tais características", comentou Guillermo de Anda durante a conferência de imprensa. A caverna "contém uma quantidade impressionante de artefatos e o nível de preservação é notável", acrescentou. De todo modo, a caverna Actun Bag ainda poderia esconder muitos segredos.

Os especialistas acreditam que a caverna pode ser conectada a outras galerias por passagens ainda desconhecidas. Se for esse o caso, o seu comprimento poderá exceder 500 km.


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