Uma transexual fotografa sua transformação em mulher durante 3 anos
Uma transexual fotografa sua transformação em mulher durante 3 anos
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Uma transexual fotografa sua transformação em mulher durante 3 anos

Uma transexual australiana fotografou durante três anos a sua transformação de homem em mulher e postou o vídeo no Youtube. O resultado é impressionante, o rosto do jovem se transforma progressivamente no rosto de uma garota muito bonita.

Espaço democrático, a internet é sinônimo de liberdade para travestis e transexuais. Na rede, youtubers documentam a transição de gênero e ajudam a desestigmatizar esse universo. Os vídeos também mostram histórias de superação e acolhimento. Conheça canais que mostram que a identidade vai muito além do sexo biológico.

Vitória Guarizo

A paulistana Vitória Guarizo, de 18 anos, resolveu usar o Youtube como um diário no começo de sua transição, há um ano, para falar de assuntos que ainda são considerados tabus sociais. “Comecei a gravar vídeos e a jogar no meu canal como um diário, mas acabei me dando conta depois que o canal estava crescendo e novas oportunidades estavam chegando”, conta.

Vitória também encontra preconceito na internet, mas diz que não tem medo dos haters na web. ”Preconceito enfrento todo dia, desde as ruas a comentários na internet. Vivendo em um dos países mais transfóbicos do mundo, não poderia esperar outra coisa”, lamenta. “Só agora a sociedade está tomando uma consciência maior de que nós existimos e como ‘funcionamos’”, explica.

No canal, ela dá dicas de beleza, responde perguntas e mostra como é ser um transexual no Brasil, sem se esconder e pensando em ajudar outras pessoas que passam pela mesma situação. “Eu tento mostrar nos meus vídeos que independentemente de ser trans ou cis, todos somos seres humanos, somos normais, podemos chegar lá e correr atrás dos nossos sonhos”, conta.

Mandy Candy

Famosa nas redes sociais, Mandy Candy não chegou a documentar a transição, mas é referência para outras transexuais e travestis no YouTube. Nos vídeos, ela conta vários aspectos sobre ser transexual, da forma como ela lida com os namorados ao efeito dos hormônios. Ela coleciona milhões de visualizações e tem 418 mil inscritos no canal. Em um dos vídeos mais vistos, ela reage às suas fotos anteriores à transição:

Mandy fez a cirurgia de transição em 2012, na Tailândia. “Quando me deitei na cama, pensei que, se tudo desse errado e eu morresse, morreria feliz”, contou, em entrevista à revista Capricho. Na infância, a youtuber relata pensamentos de automutilação e suicídio. Ela conta toda a história no livro Meu nome é Amanda, lançado em 2016 na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo.

Oliver Mastalerz

O polonês Oliver Mastalerz, 21 anos, conta tudo sobre sua transição para a identidade masculina. Do processo de aceitação ao tratamento hormonal, ele registrou cada mudança no corpo, na mente e no preconceito enfrentado. “Demorou para que eu admitisse para mim mesmo que eu era trans e que queria fazer a transição social e física. Enquanto criança, lembro de pensar que eu deveria ter nascido homem, pois fazia muito mais sentido e tornaria tudo mais simples. Mas a transexualidade era um tabu, e eu não tinha ideia de que era possível adequar o corpo ao cérebro“, conta ele em seu blog.

O vídeo de Oliver, postado em 2012, ficou famoso na internet e já conta com mais de 300 mil visualizações no Youtube.

Ariel Modara

O youtuber Ariel Modara, 22 anos, também criou um canal no YouTube para narrar o processo de transformação. Isso inclui detalhes biológicos e psicológicos. Na rede desde 2015, Modara conta com mais de 20 mil inscritos e coleciona 897 mil visualizações nos vídeos. O relato do processo de transição conta com imagens que mostram as transformações após o início do tratamento com testosterona.

Escrito por Marcos Silva
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