Mulher chamada Marijuana Pepsi se recusa a trocar de nome e se torna doutora no assunto

Mulher chamada Marijuana Pepsi se recusa a trocar de nome e se torna doutora no assunto

Agora doutora, Marijuana Pepsi garante que levou a vida com muito humor e que não consome nenhum tipo de droga.

A jovem senhora Marijuana Pepsi Vandyck, de 46 anos, afirma que não foi nem um pouco fácil viver com nome que lhe foi atribuído. Entretanto, em vez de querer mudar o seu, ela resolveu tomar uma atitude revolucionária, escrever sua tese de doutorado sobre nomes incomuns dados a crianças.

Hoje doutora, tendo sua tese aprovada pela banca no mês de maio, as contas nas redes sociais da então intitulada Dra. Marijuana Pepsi estão todas em alta, recebendo a cada dia mais seguidores.

O nome da quadragenária fez dela uma pessoa conhecida, quase que uma lenda local no ambiente em que nasceu, mais especificamente na cidade de Beloit, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, em meados dos anos 1980.

Houve muitos boatos sobre como seu nome surgiu, e as hipóteses são várias, que sua mãe gostava muito de maconha e de Pepsi, por isso lhe deu o nome; ou então ela lhe registrou assim, pois eram as duas coisas que seus pais tinham consumido antes do seu nascimento ou concepção, e assim por diante.

Em 2009, um colunista da revista Milwaukee Journal Sentinel, Jim Stingl, finalmente conseguiu entrevistá-la. Foi então que seu nome começou a aparecer nas mídias, pois foi nessa ocasião que foi de fato constatado que seu nome de registro era aquele. Mais uma informação foi dada, Marijuana Pepsi foi um nome escolhido por sua mãe, que passou por cima de todas as outras sugestões de seu pai.

“Ela me disse que sabia, quando eu nasci, que eu poderia pegar esse nome e ficar com ele por aí, pelo mundo”, contou Marijuana Pepsi, que na época usava o sobrenome do marido. “Quando era criança, eu pensava ‘entendi, está certo. Você deu o nome de Kimberly para a minha irmã mais velha e para a minha irmã mais nova, Robin”.

Terminou que ao longo de sua vida ela acabou aceitando o nome, e entre os amigos e familiares, ela ficou conhecida por Pepsi, evitando então o tabu de ter como nome um narcótico. Entretanto, na faculdade, os rumores sobre a origem de seu nome também foram outros. Uns, segundo o jornal, diziam que seus pais eram frutos da era pós-Woodstock; outros que o casal gostava de fumar e se refrescar em seguida com uma Pepsi.

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Voltando para os dias de hoje, Pepsi Vandyck garantiu que não curte muito refrigerante e que nunca fumou maconha. Ela trabalha como diretora em uma escola em sua cidade, Beloit. Ela se acostumou a usar como nome apenas “MP” para evitar ter de contar a sua história para todo mundo toda vez que fosse se apresentar. 

Sua pesquisa na universidade é muito específica e tem muito a ver com a sua história de vida. Ela busca escrever e entender sobre o impacto dos nomes no meio escolar, em especial os nomes ganhos por crianças afrodescendentes vindos de meios desfavorecidos. O título de seu trabalho foi “Nomes ‘negros’ em classes ‘brancas’: comportamento dos professores e percepção dos alunos”. Sua hipótese mostra que o nome dado pode ser um indicador da cor da pele ou das origens sociais das pessoas, e que podem, é claro, determinar descriminação.

Saiba mais sobre essa história, no vídeo acima!

(Fonte: 20 minutes)

De Freitas Agostinho
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