Depois de 150 anos, a identidade de Jack, o Estripador foi enfim revelada graças ao DNA

Depois de 150 anos, a identidade de Jack, o Estripador foi enfim revelada graças ao DNA

Um dos maiores mistérios da história criminal teria encontrado seu fim? A identidade de um dos primeiros serial killers foi revelada após quase 150 anos de investigação.

Por quase 150 anos, inúmeras teorias, das mais improváveis às mais plausíveis, circularam sobre a identidade de Jack, o Estripador, apelido dado ao assassino que aterrorizou Londres (Inglaterra) no final do século XIX. Uma investigação publicada na revista Journal of Forensic Sciences revelou o nome do culpado pelos assassinatos de prostitutas de Whitechapel.

A análise de traços encontrados no xale de uma vítima

Para alcançar este resultado, uma investigação foi novamente conduzida por Jari Louhelainen, da Universidade John Moores, de Liverpool, e David Miller, da Universidade de Leeds (Inglaterra). Eles usaram um xale que pertencia a Catherine Eddowes, a suposta quarta vítima (de 5) de Jack, o Estripador e que ela teria usado no momento de sua morte. Seu corpo atrofiado e mutilado foi encontrado na noite de 30 de setembro de 1888 no bairro londrino de Aldgate.

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Os pesquisadores analisaram os vestígios de sangue e espermatozóides deixados no vestuário. Eles então os compararam com fragmentos de DNA mitocondrial (que é transmitido pela mãe), extraídos de vários descendentes de Aaron Kosminski, suspeito de ser o serial killer há muito tempo. Foi assim que descobriram que as amostras correspondiam. "Até onde sabemos, este é o estudo mais avançado já feito sobre este caso", afirmaram os pesquisadores em seu relatório.

Aaron Kosminski, um culpado de longa data

Esta não é a primeira vez que o nome desse homem aparece na pesquisa. Já na época dos fatos, este barbeiro de origem polonesa de 23 anos estava entre os suspeitos da Scotland Yard. Uma testemunha disse à polícia que ele viu Aaron Kosminski com uma das vítimas pouco antes de ela ser assassinada. Mas ele desapareceu algum tempo depois. Por falta de provas suficientes, ele não pôde ser condenado. Sofrendo de alucinações e paranoia, Aaron Kosminski fez muitas estadias em um hospital psiquiátrico e terminou sua vida aos 53 anos.

Seu nome volta à tona em 2014, quando Russell Edwards, um empresário britânico e apaixonado por Jack, o Estripador, publica um livro no qual afirma que o barbeiro de Whitechapel era o assassino em série da era vitoriana. O empresário comprou o  xale e mandou fazer, às suas custas, os testes de DNA que foram analisados por Jari Louhelainen, especialista em genética e especialmente autor do artigo publicado na semana passada. Uma confirmação oficializada, pela primeira vez, em um periódico científico.

• Andressa Zabeu
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