Uma estranha criatura marinha encalha em uma praia no México

Uma estranha criatura marinha encalha em uma praia no México

No último dia 9 de março, uma estranha criatura encalhou numa praia mexicana. Desde então, os internautas e também os especialistas estão intrigados com essa enorme massa cinza e disforme de 4 metros de comprimento.

Várias teorias surgiram passados cinco dias em Acapulco, no México. Elas tendem a explicar o que poderia ser a criatura encontrada quarta-feira em uma das praias da cidade. Com um comprimento de 4 metros, o animal parece uma massa disforme e acinzentada que ningúem consegue reconhecer.

O estranho encalhamento foi anunciado pela Protección Civil y Bomberos de Acapulco que publicou um vídeo mostrando a criatura de vários ângulos. Também é possível ver ela sendo levantada e mexida por um homem com a ajuda de um bastão. Os primeiros exames descobriram que a estrutura continha ossos, mas a natureza do animal e sua origem continuam indefinidos.

Um animal em decomposição?

Nesse momento, diferentes hipóteses foram evocadas e, principalmente, aquela de que se trata de uma baleia ou de um calamar  em decomposição. Uma teoria que parece contradizer as observações feitas no local. “Nós não temos ideia de qual tipo de animal ele é, mas eu sei que ele não tem um odor ruim”, comentou para o 24 Horas, Sabás de la Rosa Camacho, do departamento de Acapulco.

Segundo de la Rosa Camacho, a criatura teria morrido há pouco tempo e teria encalhado devido às fortes correntes fortificadas pelas más condições meteorológicas. Se várias criaturas foram mencionadas desde a publicação do vídeo, um especialista em mamíferos marinhos do National Museum of Natural History de Washington poderia ter resolvido o mistério.

Uma cabeça de um cachalote?

Indagado pelo site LiveScience, James Mead sugere que a criatura poderia ser na realidade a cabeça de uma baleia cachalote. Este especialista explicou que na verdade a cabeça desses cetáceos se divide em duas partes principais. A parte superior contém o que chamamos de órgão de espermacete, um reservatório que guarda uma substância branca e oleosa que ajudaria na flutuabilidade e na ecolocalização.

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Já a parte inferior contém uma substância chamada “junk” em inglês. Ela é basicamente constituída de tecido conjuntivo. Assim, de acordo com James Mead, aquilo encontrado seria provavelmente o “junk” de um cachalote com um pedaço da parte superior. “Le junk se separou do crânio e você pode ver, no meio do vídeo, os tampões nasais, que formam a válvula que fecha o tubo nasal ósseo”, ele indicou.

Esse especialista acredita que a substância teria se estirado um pouco com o contato com a água e que ela mediria até três metros de comprimento. Uma dimensão que sugere que o cachalote ao qual ela teria pertencido mediria entre nove e doze metros. Uma teoria que ainda precisa ser confirmada.  Não sabemos, por enquanto, se análises estão sendo feitas para saber mais informações sobre a criatura.

• Marcos Silva
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