Copa do Mundo: estudo prevê quem será o campeão em 2018

Copa do Mundo: estudo prevê quem será o campeão em 2018

Muitos países, poucos favoritos, um único vencedor. Veja qual é o prognóstico da história para esse ano.

A cada quatro anos, trinta e duas equipes reúnem-se em um país para realizar a Copa do Mundo. No entanto, apenas 16 passam pela primeira fase e avançam para as oitavas de final. Das oitavas, passamos às quartas e das quartas, chegamos na semifinal. Enfim, a Copa do Mundo fica resumida a duas equipes. Será que é possível prever para quem o admirado troféu irá no dia 15 de julho?

Leia também
Reporter revida ataque de homem que a assediou

Analisando padrões, tendências e estatísticas, é possível chegar a um campeão. De forma geral, os favoritos a vencer a Copa têm algumas características em comum: ser cabeça de chave, não ser o país anfitrião, ter uma boa defesa, o melhor goleiro do mundo, possuir um time experiente e não ter levado o título no campeonato anterior. Seguindo esses critérios, é possível, sim, estimar os resultados.

 

Cabeça-de-chave

Em 1998 o número de países a disputar o Mundial aumentou. Naquele ano, todas as nações que já haviam sido ganhadoras do campeonato ganharam uma posição privilegiada, a de cabeça-de-chave. Ao longo das Copas, observou-se que, para ser campeão, é fundamental ter uma equipe que vá bem desde o começo da competição, ou seja, desde as classificatórias. Seguindo esse critério, 24 equipes são eliminadas de cara, sobrando oito times: Brasil, Alemanha, Portugal, França, Rússia, Polônia, Argentina e Bélgica.

Não ser o país anfitrião

Os países anfitriões beneficiam-se de uma tradição: a de classificar o país-sede automaticamente e colocá-lo como cabeça-de-chave de um grupo. Claramente, é algo que favorece em muito a equipe russa, uma vez que o time é o 66º colocado nos rankings da FIFA e provavelmente teria muita dificuldade de encabeçar um dos oito grupos.O fato de o Brasil, a Alemanha e a Itália terem ido longe nas Copas que sediaram atrapalha um pouco as estatísticas. De qualquer forma, a Rússia é eliminada com esse critério.

Boa defesa

Desde 1998, quando a Copa aderiu ao modelo com 32 equipes, nenhum país ganhador da Copa teve sua defesa vazada mais do que 4 vezes em 7 jogos. Esse critério provoca a eliminação direta da Polônia, que leva 1,4 gols por partida em média. Restam, então, Alemanha, Argentina, Brasil, Bélgica, Portugal e França.

Ter o melhor goleiro

Fazer gols e ter uma equipe impecável do meio ao ataque é muito importante. Mas numa Copa do Mundo, com altas chances de partidas terminarem em  pênaltis, é essencial ter um goleiro em quem se possa confiar. Nossa máquina do tempo diz que desde 1982, à exceção de 2002 e 2010, quando Ronaldo e David Villa ganharam a chuteira de ouro, nenhuma outra seleção artilheira conquistou o troféu.Por outro lado, quase sempre as seleções ganhadoras viram seus goleiros ganharem o prêmio “Luva de Ouro”, que premia o melhor goleiro da competição. Assim, sobram as seleções da Alemanha, com Manuel Neuer, Bélgica, com Thibaut Courtois, Brasil, com Alisson, e a França, com Hugo LLoris.

Não ser o atual campeão

Apenas o Brasil e a Itália conseguiram o título de campeão da Copa do Mundo duas vezes seguidas. Os brasileiros, nas Copas de 1958 e 1962 e os italianos nas copas de 1934 e, em casa, em 1938. Depois disso, uma dobradinha nunca mais se repetiu. Portanto, com base nessa estatística, eliminamos a Alemanha. E a Copa de 2018 fica entre o Brasil, a Bélgica e a França.

Experiência

Com o passar das Copas, as seleções vencedores foram escalando jogadores mais experientes. Em 2002, quando o Brasil ganhou o pentacampeonato, os jogadores tinham uma média de 28 partidas pela Seleção. Em 2006, os jogadores da Itália tinham como média de jogos com a Azzurra 32,9 jogos, a Espanha em 2010, 38 partidas, e a Alemanha em 2014, 42,21. Segundo esse critério, a França, com a equipe mais nova da Copa, acaba ficando pelo caminho. Finalmente, sobram a seleção do Brasil e a Bélgica. Os atletas brasileiros contam com uma média individual de 45,45 jogos realizados cada um com vestindo as cores verde e amarela. Já os da Bélgica com 45,13. 

Logo, segundo essas estatísticas, o Brasil será Hexacampeão este ano, depois de uma final apertada contra a Bélgica. Você concorda com o prognóstico?

• Pedro Souza
Leia mais