Summit, o supercomputador mais poderoso do mundo

Summit, o supercomputador mais poderoso do mundo

O supercomputador Summit acaba de entrar em operação e é duas vezes mais rápido que o Sunway TaihuLight, o mais poderoso até então.

O supercomputador Summit foi desenvolvido e criado nos Estados Unidos, uma parceria das gigantes na área da informática IBM e Nvidia. Ele fica no Laboratório Nacional de Oak Ridge, no estado do Tenesse, e é capaz de fazer 200 quatrilhões de cálculos por segundo!

Gigante poderoso

O Summit ocupa uma área de 520 m², ou seja, o equivalente a duas quadras de tênis. Ele foi construído a partir de fileiras de servidores equivalentes ao tamanho de geladeiras que, no total, pesam 340 toneladas. Juntando tudo isso, estão 300 quilômetros de cabos que permitem a troca de dados entre os servidores. Para que ele funcione perfeitamente, são consumidos mais de 4 mil galões de água por minuto, evitando que o Summit superaqueça. De acordo com os criadores, o supercomputador é tão poderoso que já estava funcionando mesmo enquanto ainda estava sendo montado.

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O diretor do laboratório chegou a dizer: "Imagine dirigir um carro de corrida enquanto trocam os pneus". Foi mais ou menos isso que aconteceu no processo de montagem do Summit. Contando com 10 petabytes de memória RAM, seus processadores possuem no total 200 mil núcleos. Cada servidor possui seis modelos de uma placa de vídeo de estruturas avançadas desenvolvidas apenas para a supermáquina. Além de sua capacidade de processamento monstruosa, de 200 quatrilhões de cálculos em apenas um segundo, sua capacidade de armazenamento também impressiona: são 250 petabytes de memória, o equivalente a armazenar 74 milhões de anos de vídeo em alta definição em seu HD. Tudo isso o torna o supercomputador mais poderoso do mundo, duas vezes mais rápido do que o segundo colocado, o chinês Sunway TaihuLight. O Summit será guiado pelo sistema operacional Linux.Insano!

Missões do Summit

No começo, a supermáquina será usada para criar modelos científicos, ajudar no desenvolvimento de inteligências artificiais e acelerar descobertas na área da saúde, energia, materiais e astrofísica. O Summit será capaz de simular explosões de estrelas mil vezes maiores dos que as que já foram simuladas. Ele também ajudará os pesquisadores a descobrir como alguns elementos como o ferro e o ouro foram formados em nosso planeta Terra; a supermáquina auxiliará o desenvolvimentos de novos materiais que permitirão produzir, transformar e armazenar energia de modo 10 vezes mais eficiente. 

Na área da saúde, o Summit ajudará cientistas na busca pela cura do câncer, cruzando dados relacionados com genes, relatórios e imagens e, assim, obter um cenário mais completo e mais veloz da parcela da população que sofre com a doença. Seguindo essa linha biológica, o supercomputador poderá analisar e identificar padrões acerca do comportamento das células humanas, o que pode levar a uma cura não só do câncer como também do Alzheimer e da AIDS. Com certeza, o Summit abre um próximo capítulo na área da informática. Além de seu uso para pesquisas, sua construção inspirará as empresas a criarem sistemas caseiros cada vez mais potentes para agradar o público consumidor.

• Marcos Silva
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