De água para combustível de hidrogênio, pesquisadores chegam a uma nova etapa

De água para combustível de hidrogênio, pesquisadores chegam a uma nova etapa

A produção de hidrogênio, fonte dos combustíveis duráveis, acaba de chegar numa nova etapa. Graças a um método que reside na energia solar, os pesquisadores conseguiram melhorar seu rendimento.

Na busca por formas de energia ainda mais sustentáveis, a produção de hidrogênio como combustível é uma das grandes promessas do futuro. Difícil de colocar em prática sem requerer a quantidades de energia que ultrapassam seu rendimento, ela acaba, no entanto, de chegar numa nova fase mais avançada. Pesquisadores israelitas conseguiram fazer um método eficaz para produzir o preciso elemento.

Em vez de recorrer a grandes quantidades de energia ou a metais preciosos destinados a catalisar a reação química que faz a produção de hidrogênio acontecer, o método desenvolvido pela universidade Ben Gourion do Néguev e o Instituto de tecnologia de Israel Technion se baseia na energia solar. Apesar de o hidrogênio não produzir gás de efeito estufa (o que torna a sua produção especialmente desejada), faz muito tempo que a sua produção requer quantidades de energia que passam muito longe do seu rendimento.

"Essa descoberta poderá ter um impacto significativo nos esforços destinados a substituir os combustíveis a base de carbono por combustíveis a base de hidrogênio durável", declaram os autores do estudo. "Os engenheiros automobilísticos procuram desenvolver veículos eficazes à base de hidrogênio, que sejam respeitosos com o meio-ambiente e que, ao contrário dos veículos elétricos, sejam recarregáveis de forma rápida e por uma duração mais longa."

A peça que falta

A produção de hidrogênio requer "quebrar" moléculas de água (H20) em dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio (O). Os pesquisadores chegaram a um novo avanço na compreensão do mecanismo tocante à quebra fotoquímica do peróxido de hidrogênio (H2O2) graças à utilização de eletrodos de óxido de ferro. Depois de anos de produção de hidrogênio ineficaz, eles finalmente encontraram a peça que faltava do quebra-cabeça.

"Indo além do compromisso científico, nós mostramos que o mecanismo de ração foto-elétrico está religado à família das reações químicas para as quais o professor Gerhard Ertl tinha recebido o prêmio Nobel de química em 2007", comenta o professor doutor Arik Yochelis, co-autor. "Nossa descoberta abre a porta a novas estratégias para os processos fotoquímicos."

• Marcos Silva
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