Portugal decide proibir animais selvagens em circos

Portugal decide proibir animais selvagens em circos

O governo português aprovou, dia 30 de outubro, a proibição de animais selvagens em circos do país. A lei deverá entrar em vigor de agora até 2024. Daqui até lá, os circos estão sendo convidados a registrarem seus animais a fim de que encontrem um novo lar.

As associações de bem-estar animal pedem essa decisão há muito tempo, agora está feito. A partir de 2024, animais silvestres serão banidos dos circos portugueses, conforme estipulado na lei aprovada pelo parlamento dia 30 de outubro.

Portugal se torna assim o 25º país a criar essa lei na Europa, depois da Romênia, Áustria, Grécia, Holanda ou Bélgica. A Suécia, um país pioneiro neste campo, aboliu a presença de animais selvagens em circos já em 1988, cujas leis foram replicadas pela República Tcheca e Finlândia.

Mas esse tipo de proibição não é apenas exclusivo dos países europeus, já que a Costa Rica e a Bolívia também decidiram impedir que os circos apresentassem números com animais.

Mais de mil animais afetados

Em Portugal, mais de mil animais de cerca de quarenta espécies estão sendo afetados por essa medida: leões, zebras, elefantes e até camelos. Números com animais domesticados, especialmente cães, ainda serão tolerados.

Os circos têm até 2024 para cumprir a lei. Quando chegar a data, todos os animais possuídos por circos em todo o país terão sido cadastrados. E o governo português terá que organizar a sua colocação em centros de recepção especializados, em Portugal ou no exterior.

O governo do país pensa até em acelerar o passo rumo ao fim da exploração dos animais, fornecendo assistência financeira para os circos que concordarem em participar e inscreverem seus animais antes de 2024. Este dinheiro irá, particularmente para a reconversão de profissionais circenses.

Claro que esta notícia tem agradado os ambientalistas. "Esta lei foi ansiosamente aguardada, o lugar dos animais selvagens não é nos circos". "O parlamento finalmente entendeu que gaiolas maiores, regras mais rígidas ou mais controles não eram uma solução para o problema desses animais, reduzidos simples marionetes, de forma a perderem a dignidade", declarou o deputado André Silva.

Na França, nenhuma proibição nacional

Se os países europeus estão avançando, um por por vez, rumo à defesa dos direitos dos animais, na França, no entanto, o governo não toca nesse assunto. Enquanto mais de 50 cidades proibiram a chegada de circos que incorporam animais silvestres, nenhuma lei foi promulgada em nível nacional, permitindo que alguns parques de diversões usem elefantes ou camelos para seus números.

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Alguns profissionais, no entanto, já anteciparam o movimento, como o Cirque du Soleil, cujos números de acrobacias já percorreram o mundo, o Cirque Plume ou, mais recentemente, o Eco-Cirque, fundado por André-Joseph Bouglione. Esses esforços foram amplamente elogiados pelo público.

De Freitas Agostinho
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