Pirâmides de Gizé: o segredo de seu alinhamento finalmente descoberto?

Pirâmides de Gizé: o segredo de seu alinhamento finalmente descoberto?

O alinhamento das pirâmides de Gizé guarda até hoje um mistério para os cientistas. Uma nova teoria propõe explicar como os egípcios da época teriam conseguido tão alto grau de precisão.

Há séculos, os pesquisadores se perguntam como os egípcios do período antigo construíram as pirâmides, e ainda mais como eles conseguiram alinhá-las com tanta precisão. Uma teoria sugere que os construtores das pirâmides poderiam ter utilizado o equinócio de outono para conseguir chegar a esse impressionante resultado.

Indício do "círculo indiano"

Os quatro ângulos da grande pirâmide de Gizé são assustadoramente retos e quase perfeitamente alinhados com os quatro pontos cardeais. As três pirâmides estão todas alinhadas umas com as outras em proporções quase perfeitas. Se hoje nos é possível constatar com drones e satélites, na época, cumprir um feito do tipo não era fácil.

Em 2018, o arqueólogo e engenheiro Glen Dash propôs uma hipótese simples e elegante: os Egípcios se baseariam no equinócio de outono para estabelecer suas medidas, com ajuda de um gnômon (um triângulo que é posto no chão para projetara sombra do Sol). Com uma série de medidas efetuadas a partir do equinócio de 22 de setembro de 2016, Dash conseguiu demonstrar que o método dito "círculo indiano" possibilitava a obtenção com relativa precisão da orientação dos pontos cardeais.

Do gnômon à pirâmide

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Com o gnômon, é possível acompanhar a trajetória do Sol pelo céu anotando de hora em hora a sombra projetada pela extremidade superior do triângulo no chão. Uma vez que essa curva é traçada, basta desenhar um círculo que toma como centro o gnômon, e marcar os dois pontos de intersecção entre o círculo e a curva. Trace uma reta de um ponto ao outro e você obterá então uma linha que vai do Leste ao Oeste (ou o inverso), levando em conta que suas medidas foram tomadas durante o equinócio.

(Para um exemplo visual desse método, clique aqui)

Observa-se que a margem de erro desse método, medido por Dash, é perfeitamente coincidente com o pequeno erro de um quinze avos de grau que é percebido na orientação das três pirâmides. Claro, essa descoberta não oferece nenhuma garantia de que a técnica poderia ter sido empregada pelos egípcios, mas ela propõe pelo menos uma pista interessante.

De Freitas Agostinho
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