Dinossauros: cientistas descobrem detalhes do enorme impacto que os dizimou da Terra

Dinossauros: cientistas descobrem detalhes do enorme impacto que os dizimou da Terra

Após o impacto do meteoro, rochas se comportaram como líquido.

O colossal impacto que dizimou os dinossauros da Terra

Na escola ou em filmes, sempre fomos ensinados que os dinossauros que habitavam a Terra há milhões de anos atrás foram dizimados devido a um impacto de um meteoro gigantesco que colidiu com o nosso planeta, fazendo com que os gigantes répteis e outras formas de vida simplesmente morressem e desaparecessem. Apesar de existirem algumas teorias da conspiração sobre o motivo da extinção desses gigantes, exitem diversas provas científicas que foi exatamente esse motivo mesmo que varreu os dinossauros da Terra. E cientistas encontraram ainda mais provas e detalhes que reforçam essa teoria. Por incrível que pareça, os pesquisadores descobriram que as rochas e todo o material que foi atingido e pulverizado com o impacto do meteoro passaram a sofrer um processo de "fluidificação", ou seja, começaram a se comportar com características parecidas às da água.

Recriando o impacto colossal

Os cientistas envolvidos na investigação decidiram recriar, através de modelos de computador, o que aconteceria caso um meteoro de 12km de diâmetro colidisse com o nosso planeta, e o resultado foi impressionante. De imediato, uma enorme cratera de 30km de profundidade e 100km de diâmtro seria criada; após uma série de movimentos colossais, esse tamanho praticamente dobraria, chegando a formar um buraco de cerca de 200km de diâmetro e 1km de profundidade, exatamente o tamanho de uma cratera localizada no Golfo do México, próximo ao porto de Chicxulub.

Leia também
Descubra o efeito surpreendente do leite com Coca-Cola

Mas como assim rocha se comporta como líquido?

Os pesquisadores afirmam que as rochas não se tornam líquidos, mas sim que elas "perdem sua solidez e fluem sem atrito por um curto período de tempo", explicam em um periódico dos Estados Unidos. O cientista Ulrich Riller, da Universidade de Hamburgo da Alemanha explica que "A rocha foi esmagada e quebrada em fragmentos minúsculos que tinham inicialmente milímetros. Isso produziu comportamento semelhante a um fluido que explica a base plana da cratera, algo que caracteriza o Chicxulub e outros casos de grandes impactos, como o que vemos na Lua". Esse processo de fluidificação só é possível quando se produzem gigantescas forças vibratórias. Para nos deixar ainda mais assustados com o tamanho do impacto produzido pelo meteoro, os cientistas explicam que ele teve a mesma força que 10 bilhões de bombas atômicas. "É um efeito de pressão, um dano mecânico. A quantidade de energia que passa por essas rochas é equivalente a terremotos de magnitude 10 ou 11. Estima-se que todo o impacto teve uma energia equivalente a 10 bilhões de bombas de Hiroshima".

Atualmente, a cratera está quase que totalmente coberta pelas águas do mar, abaixo de mais de 600 metros de sedimentos que se formaram com os milhões de anos que se passaram após o impacto. Estudos realizados com material obtido da cratera comprovam que a rocha temporariamente se comportou como líquido, observadas a partir dos sedimentos encontrados atualmente; o retorno dessas rochas ao estado sólido pode ser observado com as amostras analisadas. Tudo o que nos resta fazer é torcer para que nada semelhante aconteça de novo! 

De Freitas Agostinho
Leia mais
Sem Internet
Verifique suas configurações