A grande pirâmide de Gizé revela um poder inesperado aos cientistas

A grande pirâmide de Gizé revela um poder inesperado aos cientistas

A grande pirâmide de Gizé ainda tem muitos segredos a nos revelar. Em agosto de 2018, pesquisadores fizeram uma descoberta surpreendente ao estudar o comportamento das ondas eletromagnéticas.

As descobertas continuam ocorrendo na grande pirâmide de Gizé. Depois da descoberta da explicação do seu alinhamento, desta vez é no próprio coração do monumento que uma descoberta surpreendente foi feita. Pesquisadores afirmam que suas câmaras internas e base são capazes de concentrar energia eletromagnética. Uma revelação com um lado esotérico que, no entanto, traz esperanças científicas bastante concretas e pragmáticas.

"As aplicações dos métodos da física moderna e suas abordagens para o estudo das propriedades das pirâmides são importantes e geram muitos frutos. Isto poderia nos permitir fazer novas descobertas ou obter novas informações que gerariam novo interesse nas pirâmides", explicaram os cientistas durante sua publicação no Journal of Applied Physics.

Afim de analisar o comportamento das ondas na pirâmide, os pesquisadores avaliaram, primeiramente, como as ondas de rádio induzíam fenômenos de ressonância dentro da estrutura do monumento. "Tivemos que fazer algumas suposições", diz Andrey Evlyukhin, da Universidade Estadual de Tecnologia da Informação, Mecânica e Óptica de São Petersburgo ITMO, Rússia.

"Por exemplo, assumimos que não havia cavidades desconhecidas no interior, e que o material de construção com as propriedades do calcário comum estava uniformemente distribuído dentro e fora da pirâmide", diz o cientista.

Rotas das ondas rastreadas

Graças a estas considerações, os pesquisadores conseguiram obter um modelo da resposta eletromagnética do monumento egípcio e estimaram como as ondas foram difundidas ou absorvidas dentro da pirâmide. Como resultado, os campos eletromagnéticos estão concentrados em vários pontos da construção antiga, localizados em sua base, mas também nas câmaras localizadas no seu núcleo.

Por mais surpreendente que seja, esta descoberta não significa que os construtores das pirâmides já dominavam todas as sutilezas do eletromagnetismo. Seria uma feliz coincidência que poderia levar a novas descobertas.

Aplicações muito concretas

"Embora este estudo pareça pouco convencional, experimentações físicas modernas já foram usadas para estudar a grande pirâmide de Gizé e levaram à descoberta de uma estrutura completamente nova", diz Antonija Grubisic-Cabo, uma física da Universidade Monash na Austrália, que não participou deste trabalho. "Como este estudo é completamente teórico, é difícil dizer a que ponto podemos esperar que ele nos leve", afirmou o especialista.

Para além do seu interesse arqueológico, é também num campo completamente diferente que esta descoberta poderia trazer benefícios: o das nanopartículas. "Ao escolher um material com propriedades eletromagnéticas apropriadas, poderíamos obter nanopartículas piramidais com a promessa de aplicações práticas para nanosensores e células solares [mais] eficientes", espera Polina Kapitanova, física da Universidade ITMO.

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De Freitas Agostinho
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