Cenosilicafobia: o medo de ver o copo de cerveja vazio

Cenosilicafobia: o medo de ver o copo de cerveja vazio

O medo intenso de ver o copo de cerveja vazio tem nome: conheça a cenosilicafobia.

Fobia pouco conhecida mas bastante comumA maior parte da população adora tomar uma cervejinha para relaxar depois de um longo dia de expediente ou no churrasco do final de semana. Isso é fato. Fato também é que ficamos bastante chateados quando o precioso líquido está acabando.

Estudos apontam que algumas pessoas não suportam ver seu copo vazio de um modo quase doentio. O nome do distúrbio é cenosilicafobia, que tem como característica o medo irracional e paralisante de ver copos de bebidas alcóolicas vazios, principalmente no caso da cerveja. A palavra cenosilicafobia veio do termo grego "Kenos", cujo significado é "vazio".Este tipo de medo pode acontecer com qualquer um e em qualquer lugar, desde o bar com os amigos até grandes eventos, gerando um grande desconforto no indivíduo. Sendo assim, para que tal desconforto seja amenizado, a pessoa fica constantemente servindo-se de mais e mais bebida, para que o copo fique sempre cheio. E é aí que mora o perigo. O indivíduo pode perder o controle da situação e ingerir quantidades enormes de bebidas alcoólicas que, tanto a longo quanto a curto prazo, podem comprometer sua saúde ou sua integridade física. Muitas e muitas vezes aquela pessoa considerada viciada em bebidas pode estar sofrendo, na verdade, com esta fobia e, por consequência, com o alcoolismo. Por isso, é muito importante que amigos e familiares de pessoas que bebem descontroladamente fiquem atentos aos sinais que indicam que alguém pode estar sofrendo tanto da fobia quanto do vício em bebidas. Uma boa maneira de identificar o problema é observar o comportamento das pessoas que sentem dificuldade em deixar o copo vazio por algum tempo.

Alcoolismo

A cenosilicafobia muitas vezes leva o indivíduo à dependência de bebidas alcoólicas. O alcoolismo tem de ser levado a sério. O consumo excessivo de álcool pode gerar uma série de problemas. O indivíduo passa a não cumprir suas responsabilidades e obrigações, tanto em casa quanto no trabalho, o que pode acarretar em uma demissão ou brigas na família. Além disso, o dependente começa a expor-se a vários comportamentos de risco, como dirigir alcoolizado ou ter relações sexuais desprotegidas. O estresse, a ansiedade e o acesso fácil a bebidas alcoólicas aumentam as chances de o indivíduo tornar-se dependente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 208 milhões de pessoas são vítimas do alcoolismo, o que correspondente a 4,1% da população mundial com mais de 15 anos de idade, sendo a Europa Ocidental a mais afetada pelo problema. Estima-se que cerca de 6% de todas as mortes ocorridas em um ano na região sejam oriundas do consumo de álcool em excesso, seja por problemas de saúde do dependente quanto aos riscos causados por comportamentos dos mesmos.

O tratamento do alcoolismo pode ajudar também no tratamento da fobia. A psicoterapia é a maneira mais efetiva de cura do paciente. Outros meios podem ser a desintoxicação em clínicas de reabilitação e grupos de auto ajuda. 

• Marcos Silva
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