Estranho marshmallow gigante aparece numa praia do Havaí

Estranho marshmallow gigante aparece numa praia do Havaí

Dia 10 de janeiro, um objeto muito estranho caiu numa praia do Havaí. Uma massa misteriosa, que lembra uma forma de marshmallow gigante. Na verdade, trata-se de uma carcaça de um cachalote.

Nada mais agradável que se reunir numa tarde de verão na praia para queimar uns marshmallows. Mas quando um deles surge sem aviso algum e ainda medindo mais de 15 metros de comprimento, a experiência pode se tornar rapidamente assustadora, ou até surreal... Mas foi bem isso que aconteceu no Havaí no mês passado.

Dia 10 de janeiro, a ilha de Oahu - terceira maior ilha do arquipélago - recebeu em seu litoral um estranho marshmallow desproporcional, vindo diretamente do mar. Um caramelo gigante de cerca de 17 metros de comprimento cujo cheiro não tinha muito a ver com o que se faz numa confeitaria.

Marshmallow de perfume sutil

Ao se aproximar do objeto não-identificado que flutuava, as autoridades havaianas puderam, enfim, apreciar toda a delicadeza e o apetite que seus ares traziam: odor de carne em putrefação! Não à toa, descobriu-se que o suposto "marshmallow" era na verdade... a carcaça de uma cachalote. Uma baleia em processo de decomposição, que os responsáveis locais rapidamente decidiram rebocá-la de volta para a água.

Mas depois de uma primeira tentativa de livramento, os restos nauseabundos foram trazidos de volta pelas ondas do mar. Com medo de que os tubarões fossem atraídos pela "guloseima" aquática, as autoridades recomeçaram a operação de reboque. Uma segunda tentativa que também não foi bem sucedida: a carcassa reapareceu alguns dias mais tarde na praia Oesta da Ilha, pouco frequentada pelos banhistas, no entanto.

Então, a decisão tomada foi de deixá-la lá onde o mar tinha conduzido os restos pútridos. Um dom que o oceano tem que é bem angustiante, tirando para os (raros) adeptos desse tipo de encalhe: os cientistas.

Rumo à autópsia

"Nós a vigiamos todos os dias", explica Kristi West, diretora de um programa de estudos de encalhes de mamíferos marinhos no Instituto Havaiano de biologia marinha. Não por medo de que ela escapasse, certamente, mas sobretudo pelo interesse científico. Mesmo que a observação seja limitada como diz a bióloga:

"Nós não podemos efetuar todas as análises que nós poderíamos realizar depois do encalhe de uma baleia morta muito recentemente. Conforme a decomposição vai se produzindo, há cada vez menos informações precisas que nós podemos tirar [do animal].

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"Os pesquisadores, apesar de tudo, conseguiram examinar o conteúdo do seu estômago. O veredito: nenhum traço de plástico foi detectado. Notícia bastante encorajadora para a espécie, num momento em que um grande número de congêneres estão sendo vítimas dessa poluição.

Seu abdome está até mesmo sem nenhum traço de comida. Um sinal de problema de saúde do animal? Talvez, de acordo com Kristi West, que explica que cassar cerca de 900 quilogramas de comida consumidas todos os dias pela baleia demandam um esforço considerável. Doente, a cachalote não teria tido assim energia suficiente para se alimentar suficientemente.

Os biólogos vão, todavia, explorar outra pista: a de uma eventual colisão com um barco. Para isso, será preciso, em contrapartida, esperar até o final da decomposição do animal, que revelará então eventuais fraturas ósseas. Em quanto isso, os amantes de marshmallow assado guardarão na memória a pequena praia havaiana.

De Freitas Agostinho
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