Baleeiros japoneses mataram 333 baleias entre as quais 122 fêmeas gestantes

Baleeiros japoneses mataram 333 baleias entre as quais 122 fêmeas gestantes

Um relatório da Comissão Baleeira Internacional (CBI) revela que baleeiros japoneses abateram, durante a última temporada de caça, não menos do que 333 baleias de Minke, entre as quais 122 estavam grávidas. Números que relançam protestos ao redor dessa dissimulada caça a baleias, segundo ONGs.

Se trata bem mais de um banho de sangue do que de uma expedição científica. Em um relatório, a Comissão Baleeira Internacional (CBI) revela que baleeiros japoneses mataram 333 baleias de Minke ao todo na última temporada de caça. Dentre esses indivíduos, 122 eram fêmeas gestantes, enquanto 114 outras ainda não tinham chegado à maturidade. A frota japonesa iniciou sua campanha em novembro de 2017 em uma muito controversa caça a baleias dita "científica" realizada pelo país.

Leia também
Imagens de um enorme tubarão-tigre capturado na Austrália comovem a internet

Os japoneses afirmam, assim, que matar esses cetáceos é necessário para obter informações principalmente sobre suas idades. Porém, um bom número de trabalhos mostraram que esse dado podia ter sido obtido de maneira muito mais simples, comparando o espécime estudado com seus congêneres. Os mamíferos marinhos, além disso, foram mortos por granadas explosivas fixadas em arpões que só atingem seus alvos em 50% a 80% das vezes. Outro detalhe determinante, a carne das baleias capturadas também foram vendidas ao comércio e a restaurantes, afirma em suas colunas o Sydney Morning Herald."

A morte de 122 baleias gestantes é uma estatística das mais chocantes e um triste indício da crueldade da campanha de caça a baleias realizada pelo Japão", denuncia Alexia Wellbelove, gerente de projeto na Humaine Society International. "Nós esperamos que a Austrália [que havia feito uma queixa contra o Japão na CIJ] assim como o conjunto de países que apoiam a conservação dos cetáceos vão enviar uma mensagem forte ao Japão afim de que este cesse suas campanhas de caça assassina".

De Freitas Agostinho
Leia mais
Sem Internet
Verifique suas configurações