Time brasileiro fica em 1º lugar em olimpíada internacional de Astronomia

Time brasileiro fica em 1º lugar em olimpíada internacional de Astronomia

Acumulando prêmios em equipe e individuais, brasileiros ficam no topo do pódio da mais importante olimpíada de Astronomia da América Latina.

É do Brasil

Entre os dias 14 e 20 de outubro de 2018, aconteceu a 10ª edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, a mais importante olimpíada sobre o assunto da América Latina. Na ocasião, o topo do pódio de campeões estava nada menos do que o time brasileiro que disputava a competição. Os estudantes brasileiros venceram a competição e levaram para casa e para o nosso país nada menos que 4 medalhas de ouro e uma de prata.

O time foi formado por alunos entre 16 e 18 anos, e são eles: Caio Nascimento Balreira, Katarine Emanuela Klitzke, Vinícius Rodrigues de Freitas, Luã de Souza Santos, Gabriel Gandra Prata Gonçalves. Os jovens Caio, Katarine, Vinícius e Luã ganharam disputas individuais e levaram o ouro, e Gabriel a de prata.Além das medalhas, Caio e Luã venceram também a prova observacional, na qual seus conhecimentos sobre telescópios, localização de objetos celestes e constelações. Na prova de foguetes, a aluna Katarine venceu também em primeiro lugar. A prova consistiu em desenvolver foguetes utilizando garrafas PET e água com pressão, e o vencedor seria o que voasse o mais longe, no caso, o de Katarine.

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A equipe preparatória

Os estudantes foram orientados e liderados pelo astrônomo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), João Canalle, e Júlio Klafke, da Universidade Paulista (UNIP). Ambos fazem parte da comissão que organiza a Olímpiada Brasileira de Astronomia e Aeronáutica, pré-requisito para 

m time se classificar na edição internacional que abrange a América Latina. Com esse mais recente resultado, o Brasil se classifica como o país que mais ganhou medalhas de ouro, somando 30. Além delas, também foram recebidas 16 medalhas de prata e 4 medalhas de bronze, consagrando-se como o país que mais acumulou medalhas também no geral. 

A competição

O evento trouxe a competição a estudantes do ensino médio de um total de 1 países da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. Para poder participar da edição internacional, as equipes precisam ter preenchido o pré-requisito de serem as campeãs das olimpíadas de astronomia de seus respectivos países. A edição brasileira ocorreu através da Olímpiada Brasileira de Astronomia e Astronáutica realizada no ano passado, em 2017. As provas foram divididas entre online e presenciais.

A edição Latino Americana da olimpíada é a única do mundo que abrange equipes de várias nacionalidades, e é também a única que exige que os times contenham competidores de ambos os gêneros, ou seja, homens e mulheres.

Já a Olimpíada Brasileira de Astronomia funciona desde 1997, ano de sua primeira edição. No ano de 2012, foi instaurado juntamente com a prova a Mostra Brasileira de Foguetes, que consiste em construir os foguetes com materiais recicláveis e água pressurizada. Em ambas as competições, podem ser inscritas escolas públicas ou privadas, de alunos do primeiro ano do ensino fundamental até o último do ensino médio; cada equipe conta com no máximo 3 alunos e os níveis são divididos entre as diferentes séries dos alunos. 

• Marcos Silva
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