O segredo das misteriosas pirâmides chinesas foi enfim descoberto

O segredo das misteriosas pirâmides chinesas foi enfim descoberto

Um pesquisador italiano propõe uma explicação a um estranho "defeito" de orientação observado em várias pirâmides construídas na China durante o reino das dinastias Qin e Han. Deslocando-se para o Oeste em relação ao Norte celeste, os construtores desses monumentos teriam antecipado a movimentação futura do astro que corresponde hoje aproximadamente ao Norte: a Estrela Polar.

O Egito não tem o monopólio das pirâmides. A China também dispõe de um patrimônio assim: quarenta monumentos desses são encontrados efetivamente na região de Xi'an, capital da província de Shaanxi, situado no centro do país. Pirâmides para mais de uma dezena, remontam à época e à construção das dinastias de Qin e han; cujos reinos se estabeleceram sucessivamente entre os anos de 221 antes de Cristo e 220.

Distribuídos ao longo do rio Wei He, essas pirâmides se distinguem - algumas delas - por uma configuração impressionante: seus quatro lados são orientados em direção aos quatro pontos cardiais. Orientação perfeita, mas que não é comum a todos os monumentos milenares. "Anomalias" que um pesquisador italiano - Giulio Magli - parece ter conseguido explicar, como revelam seus trabalhos, publicados há pouco na revista arqueológica Archaeological Research in Asia.

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Base de dados reveladora

O especialista começou seu trabalho pela coleta de dados tão preciosos quanto precisos: imagens de satélites numa etapa, mas também informações coletadas a campo. Material o bastante para ser analisada com minúcia a orientação da base de cada uma das pirâmides, mas sobretudo para se identificar uma ligação entre cada uma delas.

Os trabalhos do pesquisador italiano também possibilitaram distinguir duas famílias de pirâmides: uma primeira que inclui monumentos perfeitamente alinhados aos quatro pontos cardiais, e uma segunda, cujos membros estão todos levemente tendidos ao Norte. Ponto comum do segundo grupo: as pirâmides que o compõem apresentam todas o mesmo desvio: uma leve tendência para Oeste quando se as observa de frente.

E então, seria um erro arquitetônico? Imprecisão de medidas? A bússola, inventada no país, estava apenas em pensamento nesse época... Mas para Giulio Magli, a resposta não é nem uma nem outra: a explicação está em outro lugar. A razão dessa "tendência" voluntária é finalmente relativamente sutil.

De um polo norte ao outro...

Os imperadores da origem da construção das pirâmides classificadas no segundo grupo de monumentos teriam na verdade quisto orientar suas obras arquitetônicas não para o polo Norte celeste - ponto no céu ao redor do qual parecem girar os astros, e que, na época, não correspondia a nenhuma estrela -, mas sim ao corpo celeste que corresponderia no futuro: Alpha Ursae Minoris, conhecido também por Alpha da Ursa Menor. Ou então, mais comumente, Estrela polar.

A direção do eixo de rotação terrestre varia de forma muito lenta de acordo com um mecanismo chamado "precessão dos equinócios". Um fenômeno muito conhecido pelos Gregos antigos e que até os homens pré-históricos puderam conhecer, de acordo com as publicações feitas há pouco.

Esse também teria sido o caso dos astrônomos chineses, na época das dinastias de Qin e Han. Especialistas de suas épocas, capazes de antecipar a futura posição da Estrela polar. Uma habilidade notável que teria possibilitado que eles dissessem precisamente a orientação da base das pirâmides... E assim, milhares de anos mais tarde, roubar a atenção -por um instante- dos seus equivalentes do Egito!

• De Freitas Agostinho
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