Tumba de 4 400 anos incrivelmente bem preservada é descoberta no Egito
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Tumba de 4 400 anos incrivelmente bem preservada é descoberta no Egito

O Ministro egípcio das antiguidades Khaled El-Enany acaba de revelar a descoberta de um extraordinário tesouro arqueológico no sítio de Saqqarah: a tumba de um padre de alto escalão. Ricamente ornado de hieróglifos, pinturas e contendo dezenas de estátuas, a sepultura se manteve em um excelente estado de conservação.

Reviravolta dramática no Egito. Enquanto o país revelava há alguns meses um enigma de suas maravilhas - uma vasta tumba resguardada nos átrios de Saggarah -, uma nova descoberta espetacular acaba de acontecer no famoso sítio arqueológico. Natureza do tesouro descoberto: tumba antiga de 4.400 anos, atribuída a um padre de alto escalão chamado Wahtye.

A tumba "está excepcionalmente bem preservada, com esculturas em seu interior", anunciou imediatamente numa conferência de imprensa o Ministro egípcio das antiguidades Khaled El-Enany. As obras de pedra finamente cinzeladas presentes bateram um recorde de quantidade, tendo sido vistas 55 delas, repartidas entre dois andares da sepultura.

"A tumba contém [...] 24 estátuas no nível superior e 31 estátuas no nível inferior", conta Mostafa Waziri, secretária geral do Conselho supremo das antiguidades egípcias. Entre elas, silhuetas humanas ou divinas chegam até a um metro de altura, outras foram feitas em escala real.

Mais tesouros a serem descobertos

Melhor ainda, os arqueólogos notaram a presença de um subsolo na tumba com cinco condutores verticais, que levam provavelmente para outros tesouros. Mas antes de explorar tais profundezas enigmáticas, os especialistas já tiveram um trabalho pesado com as riquezas diretamente acessíveis.

Os muros da sepultura são em si ornados de esplêndidos hieróglifos, reveladores da identidade precisa do famoso padre Wahtye. Atuando sob o reino do faraó Neferirkarê Kakai (terceiro soberano da quinta dinastia, período que se estendeu entre -2446 a -2438), o ilustre religioso seria assim o filho de uma renomada Merit Meen, nome pode pode ser traduzido por "adoradora do deus Min, deus da fertilidade", revela Mostafa Waziri.

Outra inscrição fala sobre a companheira do padre Wahtye: Nin Winit Ptah. Esse nome evoca o deus criador Ptah, demiurgo ligado à antiga capital egípcia de Memphis, próxima de Saqqarah.

Cenas cotidianas

Além dos hieróglifos reveladores, múltiplas obras pictóricas ornam igualmente os muros do monumento funerário. Pinturas coloridas revelam assim algumas das atividades cotidianas dos habitantes do Egito antigo: imortalizadas em plena construção, cozinhando, ou mesmo bebendo. Testemunhos excepcionais e absolutamente preciosos de uma época ainda obscurecida pelo mistério.

Para resolver ainda mais o mistério, a escavação dos cinco condutos escondidos debaixo da tumba começou nessa segunda-feira, 17 de dezembro, como anunciou o secretário geral do Conselho supremo das antiguidades egípcias.

Mostafa Waziri diz que a perspectiva final promete: descobrir, por meio de um dos condutos, "o sarcófago de Wahtye bem como os objetos resguardados próximos a ele." Uma nova reviravolta é esperada a partir do subsolo egípcio.

Escrito por De Freitas Agostinho
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