Arqueólogos acreditam ter encontrado o túmulo perdido de Alexandre, o Grande

Arqueólogos acreditam ter encontrado o túmulo perdido de Alexandre, o Grande

Escavações feitas no antigo bairro real de Alexandria deram indícios sobre o lugar onde poderia estar enterrado Alexandre, o Grande, um dos personagens mais famosos da Antiguidade.

Alexandre, o Grande, foi, no século IV antes de Cristo, um dos líderes mais poderosos do mundo antigo. Depois de se tornar o rei da Macedônia em 356 a. C., ele aumentou seu império de forma impressionante, conquistando o Egito, muito especialmente, e se autoproclamando faraó.

Em 352 antes de Cristo, o valoroso guerreiro faleceu aos 32 anos. Mas seus restos mortais fizeram uma grande viagem. Ele foi inicialmente enterrado em Memphis, no Egito, onde seus adoradores podiam chegar até o seu túmulo. Pouco depois, Memphis foi englobada pela Alexandria.

Mas o nível do Nilo aumentava e a cidade, que era sujeita a terremotos, acabou sendo tomada em partes pela água e algumas regiões dela tiveram que ser deslocadas ou reconstruídas.

Local perdido

Nesse momento, a localização do túmulo de Alexandre, o Grande, não mais uma prioridade e o seu local foi progressivamente esquecido. Agora, hoje em dia, ele nunca foi encontrado, apesar dos 140 locais de escavação que foram abertos por diferentes arqueólogos. Ao passo que alguns especialistas comparam a busca pelo túmulo de Alexandre, o Grande, com a de Tutankhamon.

Mas a esperança renasce nesse momento, depois que uma arqueóloga, Calliope Limneos-Papakosta, descobriu  antigo centro real embaixo de um parque da cidade de Alexandria. Inicialmente, ela tirou dali uma estátua antes de continuar a escavação e a tirar da terra inúmeras ruínas.

Muitas construções descobertas

A pesquisadora utilizou relatos antigos, mas também um mapa de Alexandria do século XIX para conseguir chegar em seus objetivos. Mas ao utilizar a tomografia, sua equipe descobriu 14 locais onde poderiam ficar construções do antigo centro real.

Por enquanto, ela já encontrou uma rota romana e restos de um grande edifício público que poderia muito bem ser a tumba de Alexandre, o Grande. Mas as condições são complicadas, uma vez que Calliope Limneos-Papkosta teve que aplicar um sistema de bombeamento para manter o sítio de escavação seco.

21 anos de escavações no mesmo sítio

O fato desse local estar à mercê das águas do Nilo torna cada escavação muito mais complicada. "Eu nunca vi, em toda minha carreira, alguém que tenha ficado 21 anos em um mesmo sítio", explica um dos associados ao sítio do National Geographic.

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A Grécia não abandonou suas escavações e segue desde 1998, tendo demorado sete anos para chegar aos primeiros indícios que elas poderiam ser frutuosas. De acordo com o que foi dito, ela nunca esteve tão próxima de alcançar o objetivo de sua vida.

De Freitas Agostinho
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