ARP: definição, exame, riscos e contraindicações

ARP: definição, exame, riscos e contraindicações

A atividade da renina plasmática, ou Aro em sua forma abreviada, é um exame médico geralmente recomendado como parte do processo de diagnóstico da pressão arterial elevada.

O que é o ARP?

A avaliação da atividade plasmática da renina é uma das principais ferramentas para investigar a pressão arterial. A renina participa da regulação da pressão arterial através do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA).

No entanto, esse sistema hormonal torna possível controlar o chamado hidrosol da homeostase, isso é, o equilíbrio entre os íons de sódio e a água. A renina é secretada pela câmara do átrio direito renal quando a pressão dentro da artéria glomerular (extensão da artéria renal) diminui.

Essa enzima desempenha um papel importante na transformação do angiotensinogênio em angiotensina I. Neste, o ARP também fornece informações valiosas sobre o estado das glândulas suprarrenais e, em particular, para distinguir entre um hiperaldosteronismo primário e hiperaldosteronismo secundário.

Como é realizada a dosagem de ARP?

A medição da ARP baseia-se no método de radioimunoensaio que quantifica o volume de angiotensinogênio e angiotensina I. Isso é realizado quatro semanas após a injeção intravenosa de isótopos radioativos.

Durante esse tempo, o paciente deve observar algumas medidas de precaução para não distorcer os resultados e seguir um tratamento normossódica cinco dias antes da coleta da amostra de sangue. Esse último pode ser realizado, de acordo com as recomendações do médico, em pé ou deitado.

Antes do exame feito em pé, o paciente deverá caminhar por 30 minutos. Para o outro método, ele deve permanecer na cama por pelo menos trinta minutos e não mostrar sinais de estresse para que o exame de sangue possa ser realizado em boas condições. Em ambos os casos, o paciente deve estar em jejum.

Leia também
15 pegadinhas para fazer com a galera do trabalho!

ARP: quais são os riscos e contraindicações?

Um nível anormalmente alto de APR pode indicar a presença de hipertensão renovascular, geralmente observada em pacientes com insuficiência renal terminal ou insuficiência cardíaca. Quando a dosagem revela um ARP muito baixo, muitas vezes suspeita-se de hipertensão arterial induzida por disfunção da glândula adrenal.

A medição de ARP é contraindicada em mulheres grávidas, bem como em pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca ou depleção de sódio (falta de sal). Além disso, o paciente estará sujeito a maior vigilância médica durante todo o exame, incluindo a medição da pressão arterial a cada quinze minutos, porque há risco de hipotensão significativa.

• Danielle Pereira
Sem Internet
Verifique suas configurações