Qual o ser vivo mais letal do mundo?

Qual o ser vivo mais letal do mundo?

Apesar de parecer inofensivo, este animal é o mais perigoso do mundo.

As aparências enganam

Alguma vez você já se perguntou qual o ser vivo, animal ou planta, é o mais letal do mundo? Seriam os ferozes carnívoros terrestres ou as mais venenosas plantas? Se pensou neles, você se enganou.

Apesar de possuir uma aparência inofensiva e até mesmo atraente, o título de ser vivo mais letal da Terra é de ninguém menos do que as chamadas "cubomedusas", também chamadas de "vespas-do-mar". Elas são bastante pareidas com as águas-vivas ou caravelas, porém bem mais perigosas.

No período de inverno nas praias da Austrália, principalmente na região de Queensland, no nordeste do país, nenhum banhista se aproxima das águas do mar. E não é por causa das baixas temperaturas da água, mas sim porque as cubomedusas (Chironex fleckeri) migram para perto das costas para se reproduzirem, aumentando enormemente o risco de um acidente mortal.

Veneno letal

Apesar de seu pequeno tamanho (uma cubomedusa pode chegar de 10 a 20 centímetros de comprimento), esse belo animal é também o mais mortal do mundo. Alguns pesquisadores descrevem as vespas-do-mar como "manchas transparentes em forma de cubos". Elas possuem tentáculos que alcançam mais de 1 metro, compostos por centenas de milhares de cnidoblastos, ou seja, estruturas em forma de arpão que injetam um veneno poderosíssimo, altamente tóxico.

Esta toxina afeta principalmente e muito severamente o sistema nervoso, especialmente o coração e os nervos. Segundo os biólogos, uma simples ferroada de uma vespa-do-mar liberaria uma carga de veneno letal que aniquilaria o equivalente a um cômodo lotado de pessoas. E não são apenas os tentáculos que são capazes de inocular este veneno: basta apenas um toque para que a vítima entre em colapso devido à dor extrema e indescritível, fazendo com que o alvo se afogue nas águas; isso se a vítima não morrer de parada cardiovascular e parada respiratória antes.

Descoberta

A história do descobrimento das medusas e da vespa-do-mar quase não terminou bem. Em 1922, na Austrália, começou uma epidemia da misteriosa doença denominada  síndrome de Irukandji. Os relatos eram sempre os mesmos: após saírem da água do mar, as vítimas sofriam com dores fortíssimas, cãibras por todo o corpo, sudorese, taquicardia, náuseas, hipertensão, agitação e achavam que iam subitamente morrer; algumas realmente morriam. Foi quando o médico Jack Barnes, em 1961, resolveu investigar a doença, e conseguiu identificar a criatura, um pequeno e invisível véu, transparente e com finos tentáculos que inoculam veneno.

Para confirmar a descoberta, Barnes fez uma decisão bastante irresponsável: o médico fez contato com a minúscula criatura, acompanhado de seu filho de nove anos e um monitor de surfe da região. Após ter encostado na medusa, ele foi diretamente para o hospital, e lá descobriram o letal veneno. Alguns anos depois, um turista vindo dos Estados Unidos morreu aos 44 anos após ter encostado em uma vespa-do-mar. Apesar de ter sido atendido no hospital, ele não resistiu e morreu vítima de uma hemorragia no cérebro por causa do veneno.

No Brasil, não são raros os casos de queimaduras decorrentes das medusas. Porém, para a nossa sorte, as que habitam aqui não são tão letais quanto as que rodeiam a Austrália.

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Veja imagens das cubomedusas no vídeo acima!

Fonte: El País Brasil

Imagem: Guetty 

De Freitas Agostinho
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