Espécie mística de gato é descoberta habitando ilha na França

Espécie mística de gato é descoberta habitando ilha na França

Uma misteriosa e até dita mística espécie de mamífero, um encontro entre o gato e a raposa, foi encontrada habitando a Córsega.

Um felino acreditado místico foi identificado na ilha francesa da Córsega de acordo com autoridades responsáveis pela fauna selvagem local. O “gato-raposa”, conhecido como “ghjattu-volpe” na língua corsa, é muito mais que um gato doméstico de orelhas mais longas, ele tem caninos altamente desenvolvidos, uma cauda com de dois a quatro anéis e a ponta preta. Autoridades do National Hunting e da secretaria da Vida selvagem levaram a notícia à imprensa francesa.

Os pesquisadores estiveram firmemente em busca dessa espécie durante a década passada, tendo passado muito perto de revelar o mistério do mamífero meio gato, meio raposa. Agora, os pesquisadores na associação francesa mostraram seu trabalho para o mundo.

“Acreditamos que se trate de uma espécie natural selvagem, mas que não tenha sido devida e cientificamente identificada por ser extremamente discreta e ter hábitos noturnos”, explicou o técnico do meio-ambiente Pierre Benedetti à agência francesa de informações (AFP).

O felino foi uma lenda local por muitos anos, um predador que atacaria as mamas das ovelhas e bodes pela noite. Mas quando um espécime foi pego numa armadilha em uma noite de 2008, chamou atenção dos pesquisadores.

Essa espécie de gato difere muito dos nossos pets domésticos por vários motivos, um deles é o fato do primeiro ser bem mais longo, maior que 90 centímetros, podendo aparentemente passar de 1 metro de comprimento, contado do focinho até o final da cauda. Fora isso, ele conta com orelhas mais largas e maiores, bigodes mais curtos e caninos maiores. Para facilitar a comparação, um gato doméstico tem de modo geral 76 centímetros de comprimento.

O “gato-raposa” da Córsega é um animal mais rústico, sua pelagem é mais densa para proteger de pulgas e carrapatos, suas patas da frente têm listras, suas patas de trás são bem escuras, sua barriga é vermelha, lembrando bem uma raposa, e sua cauda tem anéis pretos. “É o seu tamanho e a sua cauda que fizeram com que o animal ganhasse o apelido de ‘gato-raposa’ pela ilha”, comentou Benedetti.

“Olhando para o seu DNA, podemos falar que ele se diferencia do gato selvagem europeu, Felis silvestris silvestris. Ele é próximo do gato africano da floresta, Felis silvestris lybica, mas sua exata identidade ainda não foi determinada”, afirmou Benedetti.

A dieta do animal como seus costumes reprodutivos ou sua origem exata ainda são desconhecidos, mas Benedetti acredita em sua teoria de que o animal deve ter sido trazido à Córsega por agricultores em cerca de 6500 anos antes de Cristo.

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Se esse gato for de fato um híbrido, será constatada a contraprova científica de que a hibridização pode resultar em espécies diferentes, uma forma bem incomum de desenvolvimento de espécies. De qualquer forma, o animal é fascinante. Benedetti e sua equipe se esforçarão agora para reconhecê-lo e protegê-lo como uma nova espécie.

(Fonte: Sciencealert) 

De Freitas Agostinho
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