Doença de Alzheimer: definição, sintomas, diagnóstico, tratamento: o que é?
Doença de Alzheimer: definição, sintomas, diagnóstico, tratamento: o que é?

Doença de Alzheimer: definição, sintomas, diagnóstico, tratamento: o que é?

A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa sem cura que provoca lesões no cérebro. Ela evolui com o tempo em diversos estágios e seus principais sintomas são a perda de memória e a demência.

O que é a doença de Alzheimer e quais as causas

A Doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa que atinge o tecido cerebral e acarreta uma perda progressiva e irreversível de certas funções mentais, em especial a memória.

Ainda não se sabe quais são as causas da doença, mas o conhecimento e pesquisa a seu respeito têm se desenvolvido significativamente nos últimos anos. Dois tipos de lesões no cérebro, decorrentes de uma degeneração e de uma inflamação cerebrais, foram identificadas como principais. Vários fatores de risco devem ser levados em consideração, como o envelhecimento e a herança genética.

A Doença de Alzheimer é a forma de demência mais comum no homem. Ela representa 65% dos casos diagnosticados e afeta, na maior parte dos casos, as pessoas mais idosas.

Sintomas da doença de Alzheimer: uma evolução em diferentes estágios

A doença de Alzheimer progride rapidamente no tempo. Ainda que o modo como evolui seja único em cada paciente, é possível classificar sua evolução em alguns estágios distintos. E assim que a doença é diagnosticada, a expectativa de vida do doente é de 8 a 12 anos.

Estágio inicial:

Nessa fase, os primeiros sintomas começam a aparecer. São observados alguns problemas cognitivos como a perda de memória, sobretudo em curto prazo. Em geral, o paciente se esquece de informações recentes ou de uma data importante, por exemplo. Por isso, é normal que ele faça a mesma pergunta várias vezes.

Estágio intermediário:

A memória continua a se deteriorar e o doente perde pouco a pouco sua autonomia. Ele enfrenta, nesse momento, dificuldades para fazer escolhas, problemas de coordenação motora, dificuldades para realizar atividades rotineiras e alterações bruscas de humor. Nesse estágio, os cuidados tornam-se frequentes e necessários.

Estágio avançado:

O paciente entra na fase terminal e torna-se totalmente dependente. É nesse estágio que a doença de Alzheimer torna-se fatal. A causa principal da morte, no entanto, é sempre ligada a um fator ou infecção externa, como uma pneumonia.

Diagnóstico: qual é o exame para a Doença de Alzheimer?

Em todo o mundo,estima-se que mais de 47 milhões de pessoas sejam afetadas por algum tipo de demência. A doença de Alzheimer é responsável por 60 a 70% dos casos. Infelizmente, apenas um terço dos doentes recebe tratamento adequado. Na verdade, o problema é que a doença de Alzheimer é ainda muito difícil de ser diagnosticada.

Alguns exames neuropsicológicos são o melhor meio disponível para revelar as perdas cognitivas dos pacientes. Trata-se de exames para avaliar as funções mentais, mas também a escrita, a orientação ou a visão. O médico pode, ainda, optar por recorrer a análises biológicas a partir de exame de sangue ou urina. Isso permite eliminar a possibilidade de que os sintomas detectados sejam ligados a uma outra patologia, como anemia, diabete ou um AVC.

Como a doença de Alzheimer ainda é diagnosticada muito tardiamente, inúmeras pesquisas estão sendo desenvolvidas com o objetivo de se encontrar um exame capaz de despistar a doença em um estágio precoce, quando as degenerações ainda não estão muito pronunciadas.

Tratamento da doença de Alzheimer: existe cura?

A doença de Alzheimer ainda não tem cura e a perda cognitiva que ela provoca é irreversível. No entanto, existem medicamentos capazes de desacelerar sua evolução e atenuar os sintomas, como os anticolinesterásicos (aplicados na fase inicial) e os antiglutamatos (usados nas fases intermediária e avançada).

E eficácia do tratamento só pode ser avaliada após 3 a 6 meses e pode diferenciar de um paciente para outro. Ainda é, portanto, muito difícil encontrar um tratamento específico que melhor funcione para cada paciente. Os médicos acreditam também que além dos medicamentos, a prática de exercícios físicos e estimulação cognitiva, bem como uma alimentação balanceada permitiriam retardar a evolução da doença.

Escrito por Marcos Silva
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