"Clube da luta Viking" é a nova terapia para homens agressivos e violentos

"Clube da luta Viking" é a nova terapia para homens agressivos e violentos

Na Polônia, os clubes de luta vikings ganham cada vez mais espaço como tratamento de homens violentos.

O "Clube da Luta Viking"

Em Wolin, na Polônia, o cenário lembra muito as famosas guerras Vikings que ocorriam na região, que engloba os países nórdicos. Porém, dessa vez, os participantes não estão atrás de terras e riquezas: centenas de homens e mulheres se reúnem para celebrar a cultura viking e manter viva a memória de seus antepassados. Mesmo turistas interessados se juntam para viver como um verdadeiro guerreiro viking. Mas existem também, e em grande número, homens cujo passado está marcado pela violência e agressividade.

Esses homens violentos estão ali para encontrarem um propósito em suas vidas, e deixar o passado para trás. As lutas vikings servem como terapia, pois são locais onde podem descarregar suas energias e controlar seus impulsos. O evento chama-se "Jomsborg Vikings" e conta com mais de 2 mil pessoas em cada uma de suas edições.

Como a experiência mudou as vidas desses homens

Max Bracey, também conhecido como Maximas von Bracey, seu nome viking, é um desses jovens que estão nas lutas para se recomporem de um passado manchado pela violência. "Muitas dessas pessoas são viciadas em adrenalina. Eles realmente querem participar de alguma coisa que os façam se sentir vivos, com um sentimento de irmandade. Isso permite a eles a liberação dos instintos violentos naturais que nós humanos temos", contou Max em entrevista à BBC, sobre o propósito do evento. Ele também revela que procurou as lutas quando passava por um momento que enfrentava dificuldades em sua vida: o pai acabara de morrer vítima de câncer e ele havia também terminado com sua namorada na época. Ele diz que experimentou as artes marciais, mas que sentia que algo estava faltando, e foi aí que descobriu o espaço de lutas.

Leia também
Ela passou dos limites na sua despedida de solteira, o vídeo foi parar na internet

Outro participante é Qanun Bhatti, hoje chefe de treinamento para as lutas vikings. Ele revela que, aos 6 anos de idade, foi vítima de um abuso: "Eu tinha muitas questões de raiva. A violência simplesmente se tornou um pouco um estilo de vida. Uma criança raivosa não sabe como lidar com suas emoções - só sabe ser violenta". Para piorar, Qanun é asiático e muçulmano, o que fez com que ele sofresse muito preconceito; ele conta que as lutas mudaram muito sua vida, e para melhor. "Consegui liberar minhas frustrações e minha raiva de uma maneira controlada é muito bom para mim. Me senti aceito e, por falta de uma palavra melhor, amado."

Um outro rapaz que teve a sua vida mudada após as lutas é Igor Gorewicz, organizador das lutas vikings em Wolin. Ele diz já ter visto a vida de centenas de outros homens mudarem após a luta: "Pessoas que tinham problemas em suas vidas se tornaram bons cidadãos vikings porque conseguiram liberar seus sentimentos agressivos de uma maneira moderada". Ele também afirma que o código viking é pautado na criação de homens disciplinados e fortes. Com certeza, os viking continuam influenciando as mais variadas culturas e são uma cultura muito favorável para incentivar a disciplina o controle dos impulsos agressivos que todo o ser humano possui! 

De Freitas Agostinho
Leia mais
Sem Internet
Verifique suas configurações