Síndrome de Tietze: definição, diagnóstico e terapia. Tem tratamento?

Síndrome de Tietze: definição, diagnóstico e terapia. Tem tratamento?

A síndrome de Tietze caracteriza-se por dores torácicas na altura do esterno, entre a segunda e a terceira costela. É uma doença benigna que desaparece em algumas semanas ou meses.

O que é síndrome de Tietze

A síndrome de Tietze é caracterizada principalmente por dores na parte superior do tórax, na região do esterno, geralmente entre a segunda e a terceira costelas. As dores, às vezes agudas, surgem por surtos, que podem parecer um beliscão, muitas vezes potencializado por certos movimentos.

O simples fato de tossir pode, por exemplo, provocar grandes dores em uma pessoa com a síndrome de Tietze, assim como um movimento dos braços ou um grande esforço. As dores também podem vir acompanhadas de vermelhidão ou inchaço.

Quais são as causas da síndrome de Tietze?

Grande parte das causas da síndrome de Tietze permanecem desconhecidas, mas alguns fatores podem contribuir para o início da doença. Um golpe sofrido na área do tórax, desgaste ou inflamação da cartilagem, um traumatismo ligado a um movimento ou certos movimentos repetitivos pode contribuir para o início da síndrome de Tietze. Por exemplo, chacoalhar regularmente um tapete no caso de pessoas que fazem limpeza.

Diagnóstico e tratamento da síndrome de Tietze

A síndrome de Tietze que se manifesta por dor torácica severa é preocupante pois, às vezes, pode ser um vestígio de um problema cardíaco. Diante de tais sintomas, não hesite em consultar um médico, que realizará um exame clínico: uma palpação na área dolorosa e uma entrevista para descartar outras patologias e confirmar o diagnóstico. Uma radiografia nem sempre é indispensável, mas pode ser proposta para pacientes que sofreram um grande impacto na região torácica.

O repouso é o melhor remédio para curar rapidamente uma síndrome de Tietze; portanto, é necessário que a pessoa evite esforços e movimentos que causem dor. Analgésicos ou anti-inflamatórios também podem ser úteis para tratar o paciente. A dor geralmente desaparece após algumas semanas ou meses, mas se o incômodo persistir, injeções de cortisona podem ser consideradas.

Existe um risco de reincidência no caso da síndrome de Tietze.

• Marcos Silva