Gastroenterite

Recentemente, a gastroenterite atingiu oficialmente o status de epidemia antes de perder um pouco a força. É sempre importante abordar essa doença frequente, que ressurge a cada ano e contamina milhares de pessoas.

 Para auxiliar no enfrentamento da gastroenterite, o Gentside decidiu abordar essa doença que atinge milhares de pessoas todos os anos. Em pauta:

- Gastroenterite: uma epidemia que atinge milhares de pessoas a cada ano

- O período de incubação da gastroenterite

- Os sintomas da gastroenterite

- Tratamentos e medicamentos contra a gastroenterite

- Como se alimentar durante o tratamento

- A gastroenterite no bebê e na criança: como tratar?

- Prevenção da gastroenterite: medidas simples para evitar a contaminação

1. Gastroenterite: uma epidemia que atinge milhares de pessoas a cada ano

A gastroenterite é uma das principais epidemias. Na maioria das vezes provocada por um vírus, a doença contamina milhões de pessoas no mundo todos os anos, principalmente as crianças.

O que é a gastroenterite?

A gastroenterite é uma infecção do sistema digestivo ligada a uma inflamação das paredes do estômago e do intestino. No entanto, o termo designa uma série de afecções que podem ter origens diversas, podendo ser causadas por bactérias, vírus ou ainda outros micro-organismos como parasitas, por exemplo.

Quando é provocada por uma bactéria, a gastroenterite geralmente tem origem no consumo de água ou alimentos contaminados. Trata-se, portanto, de intoxicação alimentar. Mas, na maioria das vezes a causa é um vírus. Nesse caso, usa-se o termo gripe intestinal. Esse é o tipo da doença que ressurge em forma de epidemia no inverno. Muitos vírus podem ser responsáveis pela gastroenterite. Os rotavírus costumam ser responsáveis por provocar a doença nas crianças e os norovírus nos adultos.

Prevalência da gastroenterite

O relatório epidêmico da gastroenterite varia muito de acordo com o ano. É preciso ressaltar que a doença é extremamente contagiosa e pode ser transmitida tanto diretamente, de pessoa para pessoa, quanto indiretamente, através de objetos contaminados. Por isso, é importante saber identificar os sintomas e adotar medidas apropriadas quando se está doente.

2. O período de incubação da gastroenterite

De acordo com a origem da doença e do modo de contaminação, os primeiros sintomas vão demorar mais ou menos tempo para aparecer. Mas, na maioria dos casos, a chegada é rápida e acontece em menos de um dia.

Além de ser muito frequente, a gastroenterite também surge abruptamente. Considera-se que a doença começa com a aparição dos primeiros sintomas. No entanto, o período de incubação varia de uma pessoa para outra e também de acordo com o micro-organismo responsável e com o modo de contaminação.

Se é causada por um vírus, os primeiros sinais costumam surgir entre 12 e 24 horas após a infecção. Quando se trata de uma bactéria, o tempo de incubação é mais curto variando entre 1 e 12 horas.

Assim que aparecem os sintomas, a pessoa doente passa a ser contagiosa e pode transmitir a gastroenterite às pessoas próximas.

 3. Os sintomas da gastroenterite

Por ser uma doença muito comum, os sintomas da gastroenterite já são bem conhecidos. Mas, a extensão e gravidade podem variar de um indivíduo a outro de acordo com a idade e o estado de saúde.

Como reconhecer uma gastroenterite?

Na maioria dos casos, a gastroenterite viral é benigna. No entanto, em alguns indivíduos, os sinais podem ser mais numerosos e severos.

Os sintomas mais comuns da doença são perda de apetite, cólicas abdominais, náuseas e vômitos que surgem repentinamente, além de diarreia aguda. Esses sinais também podem ser acompanhados de febre baixa, dores de cabeça e fadiga. A quantidade de sintomas varia de uma pessoa a outra: algumas têm apenas náuseas, enquanto outras têm apenas diarreia, com ou sem febre.

Complicações da gastroenterite

Em pessoas do grupo de risco, especialmente crianças pequenas e idosos, esses transtornos podem levar a complicações como a desidratação. Pode então surgir secura na boca e na pele, câimbras musculares, pouca vontade de urinar, fraqueza, olhos fundos ou ainda desmaios. O risco é particularmente alto nas pessoas que possuem um sistema imunológico frágil, especialmente as crianças e os idosos.

Geralmente, os sintomas duram de um a três dias, mas excepcionalmente podem durar até 7 dias. Em qualquer caso, de acordo com o número e intensidade dos sintomas, convém adotar algumas medidas e até consultar um médico caso seja necessário.

 4. Tratamentos e medicamentos contra a gastroenterite

Na maioria dos casos, a gastroenterite dura pouco tempo e se cura sozinha. Mas os sintomas exigem a adoção de certas medidas.

Tratamento: como cuidar da gastroenterite?

Apesar dos seus sintomas serem particularmente debilitantes, a gastroenterite não requer necessariamente um tratamento médico. Na maioria dos casos, a diarreia, as náuseas e os demais sinais desaparecem em alguns dias sem que haja necessidade de marcar uma consulta.

Entretanto, por ser contagiosa e causar fraqueza, é prudente que as pessoas atingidas pela doença adotem algumas medidas. O objetivo é atenuar a intensidade dos sintomas e, sobretudo, prevenir a desidratação. Para isso, recomenda-se ficar em casa, repousar e beber pequenas quantidades de água regularmente. Quando ocorrerem náuseas e vômitos, é preciso evitar fazer esforço e aguardar ao menos 30 minutos para que o organismo se acalme.

Também é preciso evitar o álcool e as bebidas gasosas, que irritam o sistema digestivo e podem agravar a diarreia. Se houver risco de desidratação, soluções de reidratação encontradas em farmácias podem ser utilizadas. Esse monitoramento é particularmente necessário no caso dos idosos, para os quais o risco é mais alto. Quando os sintomas são mais intensos, tratamentos medicamentosos com ou sem receita podem ser usados para aliviar as dores de barriga, reduzir as náuseas ou tratar a diarreia.

Entretanto, nas primeiras horas após o aparecimento dos sintomas, é recomendável evitar comer para permitir que o sistema digestivo se recupere, mesmo que não tenha ocorrido vômito. Em seguida, é possível se alimentar, mas adotando uma dieta especial.

5. Como se alimentar durante o tratamento

A gastroenterite ataca o sistema digestivo. Por isso, a chave para se curar e não agravar os sintomas é tomar cuidado com a alimentação. Também é preciso saber quais alimentos devem ser evitados e quais são benéficos.

A gastroenterite se manifesta através de dores de barriga ou de diarreia, por isso, ela pode ser muito debilitante e impedir a alimentação. Entretanto, apesar de alguns alimentos agravarem os sintomas, outros podem diminuí-los.

Enquanto durar a doença, também é preciso evitar certos produtos como laticínios, suco de frutas, pratos apimentados, doces, refeições gordurosas, frutas (com exceção da banana) e legumes crus. Alimentos ricos em fibras (pão integral, massas integrais, milho, farelo de aveia) também são desaconselhados. Em contrapartida, os feculantes como o arroz branco e o pão branco costumam ser bem tolerados e ajudam a reduzir a diarreia.

Na medida em que os sintomas vão desaparecendo é possível reintroduzir alguns alimentos progressivamente, começando pelas frutas e legumes, iogurtes e depois os alimentos proteicos (carne, peixe etc). Essas medidas permitem que o sistema digestivo se restabeleça aos poucos sem agredi-lo. Apesar disso, existem também meios eficazes de prevenir a doença e evitar estar entre os milhares contaminados a cada inverno. 

6. A gastroenterite no bebê e na criança: como tratar?

As crianças estão entre as principais vítimas da gastroenterite. Em caso de epidemia, é difícil evitar que elas contraiam a doença, mas é necessário fazer um acompanhamento de perto.

Na escola, em centros de recreação ou em casa, as crianças são particularmente sensíveis às doenças comuns e contagiosas e a gastroenterite não é exceção. Muitas crianças são infectadas, seja após terem entrado em contato com outra criança doente, seja por terem tocado em superfícies ou objetos contaminados. Por isso, é muito difícil evitar a gastroenterite, mas a doença não deve ser negligenciada.

Gastroenterite: sintomas nas crianças

Assim como nos adultos, os sintomas aparecem rapidamente e incluem diarreia, vômito e dor de barriga. Também pode ocorrer febre e sangue nas fezes no caso dos bebês, sono excessivo ou grande fadiga. Os sinais não são tão intensos, por isso, repouso e mudanças na dieta bastam para fazê-los desaparecer em um ou dois dias. Entretanto, o risco de desidratação é grande nas crianças, sobretudo nas mais pequenas. Sendo assim, é importante garantir que elas bebam bastante água para se manterem hidratadas e agir rapidamente caso certos sinais apareçam.

Esses sintomas incluem muita sede, fraldas secas, olheiras, olhos fundos, boca seca ou ainda ausência de lágrimas. Se esses sinais surgirem ou se a diarreia, os vômitos e a febre persistirem, não hesite em consultar um médico, que vai avaliar a situação, propor um tratamento ou recomendar uma hospitalização nos casos mais graves. É sempre aconselhável monitorar a criança doente, especialmente sua temperatura, a quantidade de fezes, de vômitos etc.

Tratamento: manter o aleitamento nos bebês

Com relação ao tratamento, as recomendações são as mesmas que para os adultos: beber  água regularmente, ter soluções de reidratação à disposição se necessário, evitar alimentos que possam irritar o sistema digestivo (leite, suco de frutas etc) e privilegiar feculantes, especialmente o arroz. Para bebês que ainda mamam no peito, é aconselhável manter as mamadas. Para os que já usam mamadeira, recomenda-se substituir o leite por uma versão sem lactose para não agravar a diarreia. O leite normal poderá ser progressivamente reintroduzido à medida em que a doença for desaparecendo.

7. Prevenção da gastroenterite: medidas simples para evitar a contaminação

A gastroenterite é uma doença contagiosa que pode ser transmitida através do consumo de alimentos ou pelo contato direto com uma pessoa doente. Sendo assim, algumas medidas podem ser tomadas para limitar a contaminação.

Prevenção: como evitar a gastroenterite

Quando a epidemia atinge seu auge e mesmo quando ela está à espreita, é necessário ter cuidado para evitar contrair a gastroenterite. Para limitar a propagação, os médicos divulgam regularmente uma lista de conselhos de simples aplicação, como lavar as mãos com frequência. Para os especialistas, nunca é demais repetir: as mãos, que entram em contato com muitos objetos e alimentos, são um dos principais meios de contágio.

Eles recomendam, portanto, que adultos e crianças lavem as mãos regularmente, sobretudo antes de comer, antes de preparar refeições, após ir ao banheiro e após trocar uma fralda. Também é aconselhável não compartilhar toalhas, utensílios, talheres e copos com pessoas doentes. Outra medida de segurança é evitar o contato entre escovas de dente e limpar qualquer objeto ou roupa que tenha tido contato com vômitos ou diarreia.No caso da gastroenterite bacteriana, é preciso cozinhar bem os alimentos, principalmente as carnes, lavar bem os legumes e as frutas que são consumidos crus, assim como os utensílios. Busque também monitorar a temperatura da sua geladeira, mantê-la limpa e evite deixar restos de comida ao ar livre por muito tempo.

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