Bola da Copa do Mundo com matéria-prima brasileira passa por testes rigorosos e é aprovada

Bola da Copa do Mundo com matéria-prima brasileira passa por testes rigorosos e é aprovada

Batizada de Telstar 18, a bola da Copa passou por milhares de testes na Suíça e cientistas garantem: "perfeição simétrica"

A Copa do Mundo da Rússia está cada vez mais próxima. Uma antiga conhecida faz seu retorno, a bola Telstar 18, fortemente inspirada na Telstar original que rolou nos campos nas Copas do México em 1970 e na Alemanha em 1974. Para que uma bola seja usada na maior competição de futebol do mundo, ela tem de passar por centenas de testes para assegurar o máximo desempenho possível. A Telstar 18 já passou em todos e foi aprovada como sendo a bola oficial da Copa do Mundo da Rússia de 2018. Cientistas suíços já garantiram que a bola possui "perfeição simétrica" e o desempenho foi excelente.

Bateria de testes

A Telstar 18 passou por uma bateria de testes para avaliar aspectos como absorção da água, deformação e comportamento após o chute, além de ter passado também por mais de 600 jogadores profissionais. Atualmente, para uma bola ser aprovada, 80% do índice necessário é dada pela opinião de jogadores profissionais e 20% por testes em laboratório. Essa estratégia começou quando muitos jogadores, principalmente os goleiros, detonaram a bola da Copa realizada na África do Sul em 2010, alegando que a bola desviava da muito trajetória enquanto estava no ar.

Absorção da água

Um dos testes mais importantes mede a quantidade de água que a bola absorve durante um partida. Tradicionalmente, as bolas oficiais da Copa do Mundo pesam 428g; então, a bola é colocada sobre suportes de metal e exposta a jatos de água de alta pressão, para se certificar que nada passe para dentro. Isso é feito 300 vezes e depois a bola é pesada novamente. A Telstar sofreu apenas 1% de variação. O máximo permitido é 10%.

Deformação

Neste teste, a bola não pode mudar seu formato ao receber chutes e divididas dentro de campo. Para avaliar esse critério, uma máquina arremessa a bola 3.500 vezes contra uma parede a 50 km/h. A Telstar terminou intacta.

Comportamento após o chute

O terceiro teste é para avaliar o comportamento da bola nos gramados. Para isso, um robô chuta a bola milhares de vezes sempre com a mesma velocidade e força, precisão impossível para seres humanos; enquanto isso, câmeras espalhadas por todo o ambiente registram imagens e vídeos em três dimensões que são analisados posteriormente. Deste modo, é possível verificar a trajetória da bola no ar, quando perde a velocidade e como muda de direção, e assim, as imperfeições são corrigidas.

Um pouco do Brasil na bola

A Telstar utilizará para sua fabricação uma borracha produzida a partir de cana-de-açúcar brasileira. Essa borracha levou o nome de Kelcan Eco e será fabricada no Rio Grande do Sul. A sustentabilidade ecológica foi um fator muito importante na hora de decidir os produtos que farão parte da bola. Então, de qualquer forma, o Brasil estará em campo em todos os jogos da Copa!

• Pedro Souza
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